Comentário semanal do eurodeputado José Gusmão aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 29 Nov. 2019

O eurodeputado José Gusmão, eleito pelo BE, no seu comentário desta sexta-feira, 29 de novembro, abordou aos microfones da Rádio Campanário a greve dos trabalhadores não docentes, o acesso ao ensino superior por parte dos alunos do profissional e ainda o recuo da medida de atribuição de doutoramentos nos politécnicos.

Relativamente ás greves dos trabalhadores não docentes, José Gusmão considera que “existem várias categorias profissionais da função pública que fazem várias reivindicações”, acrescentando que “as forças de segurança é um caso particular, pois é uma categoria especial”.

O eurodeputado refere que “os funcionários não docentes reclamam melhores condições de trabalho e melhores remunerações”, o que não lhe causa qualquer espanto, pois “qualquer pessoa que tenha filhos na escola sabe que este problema existe, embora seja mais grave em alguns estabelecimentos e menos acentuado noutros”.

José Gusmão afirma que “existe uma grande carência de funcionários não docentes, que são essenciais ao bom funcionamento das escolas”, acrescentando que “estes funcionários são os responsáveis pela segurança e pelo bom funcionamento da escola, para além de terem um papel pedagógico muito importante”.

O eurodeputado considera que “estamos a assistir a professores que fazem o trabalho destes funcionários não docentes”.

Para José Gusmão “tem existido uma tendência de reduzir os efetivos da função pública, que embora tenha sido revertida nos últimos 4 anos, ainda não é suficiente para fazer face ás necessidades”.

Questionado pela RC sobre a redução do número de alunos nas escolas, o eurodeputado considera que “tem existido uma política, do nosso ponto de vista correta, de alargamento dos diferentes níveis de ensino, que apesar do ciclo demográfico negativo em que nos encontramos, tem aumentado o número de crianças”.

José Gusmão considera que “o investimento no serviço público tem de ser uma prioridade”, acrescentando que “do ponto de vista orçamental não é necessário um grande esforço para resolver esta problemática dos recursos humanos, o que se passa é que temos um ministro das finanças que vive para a política desenfreada dos excedentes orçamentais”.

Relativamente aos alunos do profissional poderem entrar no superior sem realizar exames, José Gusmão considera que “sempre defendemos que o ensino profissional não devia ser visto como um ensino de segunda categoria”.

Por seu lado, e relativamente ao volte face na medida que permitia a atribuição do grau de doutoramento pelos politécnicos, o eurodeputado considera que “os politécnicos sempre foram vistos pelas universidades como o ensino superior de segunda categoria”, acrescentando que “a pressão feita pelos reitores terá tido influência”.

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