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Comentário semanal do eurodeputado José Gusmão aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 08 Jan. 2021

O eurodeputado José Gusmão, eleito pelo Bloco de Esquerda (BE), no seu comentário desta sexta-feira, 08 de janeiro, abordou aos microfones da Rádio Campanário a prorrogação do Estado de Emergência até 15 de janeiro, as falsas informações que o Governo deu ao Conselho da União Europeia para justificar a escolha do procurador europeu José Guerra e o debate para as eleições presidenciais entre André Ventura e Marisa Matias.

Sobre a prorrogação do Estado de Emergência até dia 15 de janeiro e um possível regresso ao confinamento igual a março, exceto nas escolas, José Gusmão afirma que, em termos políticos, “não há forma de negar que esta pandemia é um risco muito real e que precisa de respostas do ponto de vista epidemiológico que sejam fortes”.

O eurodeputado afirma também que é necessário “saber como é que se equilibram as consequências e as medidas de resposta mais e menos eficazes à pandemia com as consequências económicas e sociais. Desse ponto de vista estou de acordo que tendo em conta os principais fatores de risco, o encerramento das escolas não seria uma das medidas mais eficientes. Facilitaria haver medidas de apoio familiar para que os pais continuassem a trabalhar”.

Refere ainda um outro ponto “que é fazer o que for necessário para controlar a pandemia enquanto o processo de vacinação avança, mas isso tem de acontecer com apoios à altura senão podemos vir a sair deste contexto de crise sanitária com uma crise económica e social descontrolada. Temos de ter a perceção que os indicadores da economia ainda não deram um tombo dão grave como se antevia, mas que isso acontece num contexto em que há diversos apoios a empresas e que quando essas medidas forem retiradas vamos ficar a saber o estado em que a economia ficou depois desta pandemia”.

José Gusmão acredita que “nada impede o Estado português de começar a responder já à crise económica, a partir do momento em que se saiba que o dinheiro vem a seguir. Como tudo isto é dívida, mais vale assumir por resposta à crise económica, do que deixar a economia cair na recessão. Recessão significa que a dívida aumenta porque a receita fiscal cai a pique. A recessão é o pior caminho sob todos os pontos de vista”.

Relativamente à questão das falhas no currículo do procurador europeu, José Guerra, e sobre a Ministra da Justiça ter admitido ontem no Parlamento que houve essa falha por não ter exigido ler a carta sobre José Guerra, o bloquista diz: “a expressão que me ocorre é amadorismo. Um processo com esta delicadeza merecia ser tratado com muito mais zelo e é óbvio que é um processo que fragiliza a Ministra e que alimenta um discurso de falta de confiança nas instituições democráticas que é tudo aquilo que não precisamos num momento em que o populismo de extrema-direita cresce em Portugal e alimenta-se de todo esse tipo de incidentes. Precisamos mais do que nunca de conquistar a confiança das pessoas nas instituições democráticas. Penso que o reconhecimento da responsabilidade é importante, mas foi muito tardio”.

Por fim, sobre o debate para as eleições presidenciais entre Maria Matias e André Ventura afirma que ao candidato do Chega! os debates “têm corrido muito pior do que ele esperaria”.

Justifica esta ideia referindo o debate com João Ferreira “em que a estratégia de André Ventura foi não deixar falar o seu adversário, falar por cima dele um debate inteiro para que as pessoas não conseguissem perceber o que o João Ferreira estava a dizer. Os órgãos de comunicação social perceberam que André Ventura não respeita os debates da democracia e por isso tem de haver uma moderação mais ativa. André Ventura nos debates com os candidatos da direita adotou uma posição muito diferente, sobretudo com Marcelo em que André Ventura passou de leão para cordeiro, penso que perdeu os dois debates à direita e ontem perdeu o primeiro debate à esquerda com Marisa Matias”.

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