Alentejo

Comentário semanal do eurodeputado José Gusmão aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 02 Jul. 2021

Na revista de imprensa de hoje, dia 2 de julho, foram vários os temas abordados pelo eurodeputado José Gusmão, eleito pelo BE, nomeadamente: o fim das moratórias, que implica que a partir de ontem os consumidores tenham que começar a pagar o crédito pessoal, apesar de o BE ter apresentado alternativas, o isolamento profilático do Primeiro Ministro António Costa e o que isso implica visto o mesmo estar vacinado, e por último as novas medidas relativamente à pandemia que foram tomadas ontem.

 

Relativamente ao primeiro tema, o eurodeputado José Gusmão referiu que “temos estado muito atentos a esta questão das moratórias (…) nomeadamente a forma como elas serão ‘desligadas’, não apenas a questão das moratórias mas também dos lay-offs”, revelando que “já há vários meses temos vindo a chamar a atenção para esta espécie de bomba-relógio que existe sobre a economia e a sociedade portuguesa que é a questão das moratórias do crédito”, temendo que haja famílias que poderão vir a ficar em situações financeira insolúveis.

 

“Eu penso que é uma decisão absolutamente lamentável do regulador, da autoridade bancária europeia”, lamenta José Gusmão, colocando em causa a vontade política da parte do governo e da parte do Banco de Portugal de enfrentar o regulador.

 

Relativamente à proposta do BE, o eurodeputado refere que “dentro das limitações que são colocadas por esta decisão, que tem sido incompreensivelmente apoiada pelo governador do Banco de Portugal, é criar mecanismos que possam fasear um pouco o impacto do fim das moratórias, nomeadamente no crédito à habitação”, descrevendo depois “a proposta da dação em pagamento (…) que é alguém que fica sem condições para pagar o seu empréstimo, deve ser libertado o empréstimo caso o banco resgate a casa”.

 

Ainda dentro deste tema, José Gusmão declarou que “a nossa preocupação é que houve muita gente com relações de trabalho precárias que perdeu o seu emprego, o seu rendimento”, referindo que “não está a ser devidamente acautelada a situação que se irá gerar quando se fizer esse ‘desmame’”.

 

Passando ao segundo tema, o eurodeputado teve a dizer que “a decisão de meter o Primeiro Ministro em isolamento profilático parece-me um absoluto disparate e parece-me que é tomada mais por receio (…) se o Primeiro Ministro prosseguisse com a sua atividade normal, do que propriamente por qualquer espécie de critério de saúde pública”. Refere que o PM está vacinado, e tem um teste negativo à Covid-19 recente, e declara que “é um excesso de zelo absoluto que inclusive pode ter esse efeito extraordinariamente perverso que é o de transmitir às pessoas a ideia que a DGS não confia na vacina”. Conclui que “é um excesso de zelo que pode ter os efeitos contrários àqueles que se pretende, que é encorajar o processo de vacinação”.

 

Quanto ao último tema, José Gusmão refere que “as medidas de recuo no desconfinamento eram expectáveis tendo em conta os números”, adicionando que “agora o que é preciso é tentar cumprir com estas medidas de re-confinamento”, reforçando que “este esforço é importante para que possamos chegar ao período das férias já com um contexto social mais descontraído”. O eurodeputado terminou dizendo que “nas próximas semanas é preciso ir acompanhando a evolução dos números e ir tomando as medidas necessárias de acordo com critérios técnicos, epidemiológicos e mais nenhuns”.

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