Alentejo

Comentário semanal do eurodeputado José Gusmão aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 23 Jul. 2021

Na revista de imprensa de hoje, dia 23 de julho, foram vários os temas abordados pelo eurodeputado José Gusmão, eleito pelo BE, nomeadamente: a proposta de lei aprovada em conselho de ministros que cria a possibilidade de fixação de margens máximas de comercialização para os combustíveis simples, o prolongamento das moratórias até final de 2021 e o balanço do Estado da Nação.

Relativamente ao primeiro tema, o nosso comentador referiu “eu penso que há aspetos que esta proposta não tem condições de resolver, nomeadamente os que dizem respeito à própria posição geográfica do país “acrescentando que “também não resolve os problemas decorrentes da nossa dependência ainda excessiva do petróleo, que tem que ser resolvida.”

Segundo o eurodeputado José Gusmão “precisamos de uma transição energética, precisamos de um modelo de mobilidade assente nos transportes coletivos” sublinhando igualmente, sobre a margem de lucro das gasolineiras, “Sempre soube que há cartelização e concertação de preços entre as gasolineiras e temos ficado sempre aquém das medidas necessárias para resolver esse problema”.

“Quando o preço do barril de petróleo sobe,  as gasolineiras ajustam imediatamente os preços, quando o preço do barril desce o processo é bastante mais lento”, acrescentou.

Para o nosso comentador “a proposta apresentada parece-me uma boa proposta, agora vai precisar de uma autoridade da concorrência muito mais disponível para fazer essa vigilância para intervir a tempo.”

Relativamente ao segundo tema, o eurodeputado José Gusmão evidenciou “o Bloco de Esquerda tem-se batido muito com este prolongamento das moratórias” acrescentando “sabemos que a posição da autoridade bancária europeia é uma posição completamente irresponsável e profundamente desigual no tratamento dos estados membros, pois pretende acabar com esta possibilidade quando alguns estados membros já não precisarem dela, ignorando os que ainda precisam.”

“O fim das moratórias será sempre um momento difícil porque temos estado em suspenso com esse tipo de obrigações, mas não é indiferente o período em que isso acontece” acrescentou José Gusmão que sublinha ainda que “a ideia de prolongar as moratórias é permitir a recuperação económica chegue às famílias, ás empresas e à economia, permitindo que haja uma capacidade de responder ao levantamento das moratórias maior do que aquela que existe nestas circunstâncias.”

Sobre o último tema, o balanço do estado da Nação assim como o fato do primeiro-ministro ter estado sob fogo cerrado por causa do Ministro da Administração interna, Eduardo Cabrita, José Gusmão referiu “o que se passa já tem a ver, não com o próprio ministro Eduardo Cabrita, mas sim com um primeiro ministro que segura um ministro nestas condições “ não deixando de evidenciar “ que se trata de um ministro cujas competências exigem o exercício de autoridade sobre as forças de segurança que claramente, o Ministro da administração interna já perdeu.”

“Temos um ministro que já ninguém reconhece como ministro, que acumulou gestões absolutamente trágicas de diversos dossiers, que não tem nenhumas condições para se manter no cargo, e portanto isto deixa de ser uma questão sobre este ministro “refere o nosso comentador que acrescenta “já não tem quem o defenda, a não ser o primeiro ministro porque é amigo pessoal dele e porque Eduardo Cabrita faz parte do núcleo de confiança de António Costa.”

“O Ministro Eduardo Cabrita pode provocar todas as catástrofes políticas, porque é uma espécie de inimputável” salienta o Eurodeputado que não deixa de referir que “ o mesmo primeiro ministro, que com outros ministros que não são da sua simpatia política, é capaz de tomar medidas ativas de sabotagem política desses ministros; é depois o mesmo primeiro ministro que segura Eduardo Cabrita, um ministro que é um risco permanente, não apenas para o governo, mas para o País.”

“ O primeiro ministro António Costa tem que perceber que esta coisa das amizades e das confianças pessoais não podem ser levadas a este nível extremo ou até que o próprio Ministro Eduardo Cabrita perceba que a sua permanência é insustentável e se demita” concluiu.

Ana Rocha

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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