Revista de Imprensa

Comentário semanal do eurodeputado José Gusmão aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 08 Nov. 2019

O eurodeputado José Gusmão, eleito pelo BE, no seu comentário desta sexta-feira, 08 de novembro, abordou aos microfones da Rádio Campanário o aeroporto do Montijo e as conclusões do estudo de impacto ambiental, falou sobre o chumbo da proposta de resolução de auxílio a refugiados pelo Parlamento Europeu e abordou ainda as previsões da Europa para o défice português.

Relativamente à questão do estudo de impacto ambiental do aeroporto do Montijo, o eurodeputado é pragmático “é quase fatal que não se vai chegar às melhores soluções do ponto de vista económico, do ponto de vista ambiental e do ponto de vista técnico”.

Relativamente à proposta de resolução referente a migrantes e refugiados, que foi chumbada pelo Parlamento Europeu, José Gusmão revela que se estivesse presente “teria obviamente que estar a favor da proposta” que “houve deputados da direita portuguesa, do PSD nomeadamente, que contra a orientação do seu grupo votaram a favor da proposta da comissão” e ainda que “teria sido possível outros deputados da direita, se realmente estavam empenhados no salvamento dos refugiados, terem votado a moção e terem feito a diferença a esse nível”.

José Gusmão refere que “os deputados que votaram contra a resolução da comissão, vieram depois dizer que votaram contra porque queriam votar a favor da outra que também assegurava o salvamento dos refugiados, isto é pura e simplesmente falso”.

Para o eurodeputado “a moção do PPE deixava bem claro que o objetivo não era salvar refugiados” daí que, uma das propostas seria entregá-los à Guarda Costeira Líbia que segundo o eurodeputado “não é uma entidade fiável em termos de proteção dos direitos humanos”.

Explica ainda que “várias pessoas que trabalham nas ONG’S estão a ser presas e acusadas de auxílio á imigração ilegal” e que a proposta sugeria que “se forem migrantes económicos, deixam-nos afogar, era esse o subtexto do PPE”, questionado sobre se o Parlamento Europeu voltará a esta questão, afirma que “o parlamento europeu vai ter que voltar a esta questão” e que “esta é uma votação que envergonha o parlamento europeu”.

O eurodeputado terminou a sua rúbrica aos nossos microfones, abordando a previsão da Europa para o défice português.

José Gusmão refere que “devemos estar satisfeitos com o facto da política económica que vem dos últimos anos, nos ter proporcionado o período de maior crescimento desde que estamos no euro”, acrescentando que “há sinais muito preocupantes que nos chegam de outras economias que são muito importantes para a dinâmica da União Europeia”.

O eurodeputado considera ainda que “o cadastro da União Europeia em matéria de previsões económicas não é brilhante”.

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