Comentário semanal do eurodeputado Nuno Melo aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 10 outubro, 2019

O eurodeputado Nuno Melo, eleito pelo CDS-PP, no seu comentário desta quinta-feira, dia 10 de outubro, abordou aos microfones da Rádio Campanário os resultados das eleições legislativas do passado domingo.

Relativamente a uma possível sucessão a Assunção Cristas, o eurodeputado refere que “já se perfilam alguns candidatos, certamente que num partido como o CDS vários serão os pretendentes”, acrescentado que “eu ficarei a assistir da bancada tranquilamente”.

Em termos da perda de votos que o CDS sofreu, Nuno Melo considera que “a fragmentação da direita acabou por retirar votos ao CDS, o discurso mais liberal que foi utilizado durante a campanha pode também ter contribuído para a perda de votos”.

O eurodeputado considera que “se juntarmos os votos do Chega, do Aliança, do Iniciativa Liberal e ainda aqueles que votaram no PSD porque queriam a derrota de António Costa, encontramos os 2 pontos percentuais que tivemos a mais nas europeias”.

O eurodeputado considera que “vamos ter mais prolemas que no final dos anos 80 e princípio dos 90”, justificando que “nessa altura eramos um grupo parlamentar pequeno, mas eramos a única força política à direita. Neste momento vamos ter de partilhar o palco do parlamento com alguns novos partidos que surgiram da fragmentação do espaço político à direita”.

Nuno Melo refere que o CDS continua a ter uma componente “liberal”, reconhecendo que “o Iniciativa Liberal fez uma campanha soberba (por exemplo aquela carta que enviaram ás pessoas a simular que era as finanças foi uma grande cartada) “.

O eurodeputado mostra algum receio relativamente ao crescimento dos partidos que agora conseguiram assento parlamentar, pois “não é a mesma coisa ter um pequeno partido de protesto fora do parlamento e ter esse mesmo partido dentro do parlamento”.

O eurodeputado lembra o “exemplo do BE, que começou apenas com Francisco Louçã e Fazenda, e que hoje se transformou no grupo parlamentar que todos conhecemos”.

Questionado sobre o CHEGA ser um partido de extrema direita, Nuno Melo refere que “o CHEGA não é o PNR “, acrescentando que “o PNR com o seu discurso assumido de extrema direita não cresce nada, já o CHEGA vai conquistar votos até em locais onde as autarquias são comunistas”.

O eurodeputado justifica este crescimento do CHEGA com “uma mensagem prática relativamente aos casos da vida, as pessoas estão preocupadas com a criminalidade então eles tem uma mensagem fácil e cativante, até para aqueles que são democratas”, acrescentando que “o André Ventura é um professor universitário, é uma pessoa inteligente, é levado ao colo por um grupo de televisão, tem notoriedade como comentador do Benfica, tudo isso contribui para o crescimento do partido”.

Para Nuno Melo “o CDS tem de ser fiel ás suas marcas, não pode tentar ir atrás da mensagem dos outros, mas tem de se assumir como um partido conservador que não pode renegar as suas matrizes de sempre, como é o caso da agricultura, da segurança, da família”.

O eurodeputado considera que “o CDS é o parceiro natural do PSD, assim governamos muitas autarquias, mas temos de ter presente que estas parcerias não são para todo o sempre”.

Questionado pela RC, sobre quem serão os partidos a suportar o governo PS, o eurodeputado refere que “o PS casa e descasa com muita facilidade e sem nenhuma fidelidade”, acrescentando que “António Costa fará aquilo que taticamente lhe der mais jeito em cada momento”.

Para Nuno Melo “nenhum dos partidos políticos da esquerda terá coragem de abater este governo, pois isso implica pagar um custo politico alto”, referindo ainda que “António Costa pode governar medida a medida, mas também me parece que o BE tem muita vontade de chegar ao governo”.

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