Comentário semanal do eurodeputado Nuno Melo aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 23 Abr. 2020

O eurodeputado Nuno Melo, eleito pelo CDS-PP, no seu comentário desta quinta-feira, dia 23 de abril, abordou aos microfones da Rádio Campanário a polémica em torno das comemorações do 25 de abril e o comportamento do Presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues.

Nuno Melo acha a decisão de celebrar o 25 de Abril na Assembleia da República, mesmo com medidas de contingência “um perfeito disparate, que contraria regras básicas de saúde pública emanadas pela própria DGS, num momento em que ocorre uma pandemia, que é a maior catástrofe desde o final da Segunda Guerra Mundial, e se quisermos, do ponto de vista da saúde pública, a maior desde a Gripe Espanhola”.

Sobre os argumentos de que as pessoas não estão contra as comemorações, mas sim contra a Revolução, o eurodeputado considera “um argumento estúpido e bacoco. Eu, por exemplo, sou presidente da Assembleia Municipal de Famalicão e todos os anos assinalamos religiosamente o 25 de abril com a participação de todos. E na última reunião da Assembleia Municipal foram todos os líderes municipais de todos os partidos que concordaram que, tendo em conta esta circunstância, o 25 de abril tinha de ser celebrado de outra forma. E vai ser comemorado através das redes sociais da autarquia de Famalicão. Por isso isto não é uma questão de esquerda ou de direita, mas sim de bom senso ou de estupidez”, e acrescenta que “o 25 de abril devia ser um fator de unidade e o que está em causa não é a Revolução nem a sua comemoração, pois havia muitas formas de a assinalar a data e assinalar até com grande significado, se tivessem em conta as contingências do COVID-19 e dizendo mesmo nestas celebrações que o 25 de abril é um motivo para mostrar a um povo inteiro como devemos ser cuidadosos, mas não”.

O centrista deixou duras críticas ao Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues, e à forma como conduziu este processo: “é um exercício de prepotência, absurdo e arrogante de um Presidente da Assembleia da República que não está à altura do cargo de exerce e que até representa um certo declínio de uma República, que já teve do PS, alguns dos melhores presidentes, como o Dr. Jaime Gama e o Dr. Almeida Santos, que foram dois socialistas com grande categoria no exercício da presidência. Infelizmente o Dr. Ferro Rodrigues está muito longe de lhes chegar próximo e desde querer ter pessoas juntas numa sala com vários convidados, num momento em que os conselhos da DGS vão noutro sentido, a aconselhar que não se use máscaras, porque na expressão do próprio, mascaradas no 25 de abril é que não faz sentido”.

Nuno Melo considera que Ferro Rodrigues “quis usar de uma politiquice barata, de alguém que, de facto, não está à altura do cargo que exerce. É talvez o pior presidente da Assembleia da República de Portugal democrático. Ele não é um Presidente da Assembleia da República, é um comissário do Partido Socialista, enquanto Jaime Gama e Almeida Santos foram presidentes da AR de grande categoria, com grande sentido de Estado, coisa que Ferro Rodrigues não tem”.

O eurodeputado espera que não aconteça nestas comemorações “o que aconteceu, por exemplo em Espanha, quando o Presidente do Governo, por causa também de um argumento completamente populista, insistiu uma manifestação que resultou numa tremenda contaminação de centenas de pessoas. Às vezes a estupidez sai caro e espero que em Portugal isso não aconteça”.

Questionado sobre a tomada de decisão dos antigos Presidentes da República, o eurodeputado apenas diz que “são atitudes que são pessoais e cada um saberá de si”.

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