Comentário semanal do eurodeputado Nuno Melo aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 14 maio 2020

O eurodeputado Nuno Melo, eleito pelo CDS-PP, no seu comentário desta quinta-feira, dia 14 de maio, abordou aos microfones da Rádio Campanário a polémica entre António Costa e Mário Centeno, a injeção de dinheiro no Novo Banco e a insistência em pagar os prémios aos administradores e o desconfinamento.

Nuno Melo entende que “o que é grave é o histórico de um Primeiro-Ministro que, cada vez que acontece alguma coisa grave no Governo, ou diz que desconhecia ou vai para fora, e isso não é normal. Quando foi o caso de Tancos, António Costa disse que desconhecia e que a responsabilidade era do Ministro da Defesa, que mesmo assim ainda o aguentou algum tempo no cargo; Quando nomeou uma pessoa para as Secretas da sua escolha, e depois se soube que essa pessoa estava envolvida numa polémica relacionada com Timor-Leste, disse que não sabia de nada e por isso não tinha culpa; Quando se trata de negócios de governantes com familiares, diz que não sabe de nada; E agora, quando se trata de uma injeção de milhões de euros num Banco, pelo Ministro das Finanças, também diz que não sabe de nada. Portanto, quando há algum problema, o Primeiro-Ministro não sabe de nada, e isso é absolutamente ridículo”.

O eurodeputado diz que está cansado “de perceber que os contribuintes são o grande saco sem fundo deste regime e durante muito tempo andam a asneiras das governações, principalmente socialistas que acabam em bancarrota”.

O centrista refere que “não conheço em pormenor as circunstâncias que justificam essa injeção, mas se o dinheiro foi injetado é porque o banco precisa, mas essa não é a questão. A questão é política e é de o Primeiro-Ministro vir dizer que não sabia. E não estamos a falar de 100 ou 200 mil euros, mas sim de milhões. E se o Primeiro-Ministro não sabe onde os seus ministros decidem a aplicação de milhões de euros, eu acho um bocado estranho”.

Sobre a situação em torno da continuidade de Mário Centeno no Governo, o eurodeputado não tem dúvidas que “esta descoordenação, verdadeira, ou simulada, entre António Costa e o Ministro das Finanças é muito grave. Não pode acontecer num Governo normal, o Primeiro-Ministro não saber e depois continuar tudo normal. Centeno teve alguns resultados positivos e seria hipocrisia não os reconhecer e que é um ativo principal do Governo de António Costa. Mas não tenho uma opinião formada se Mário Centeno deveria ou não colocar o lugar à disposição”

Relativamente à questão de o Novo Banco insistir em querer pagar os prémios aos seus administradores, Nuno Melo acha “uma vergonha, e é quase um desrespeito pelas pessoas que se sacrificam e muito mais nesta altura de pandemia, para pagar os seus impostos, que depois, são distribuídos por administradores, que para além do mais, não mostram resultados que justifique esses prémios. Os administradores deviam ser os primeiros a mostrar ao país que estão disponíveis para os sacrifícios, que o resto das pessoas tem suportado, e têm muito bons salários que deviam abdicar desses prémios”.

Sobre o desconfinamento, o centrista frisou que “temos de conciliar a saúde publica com a economia. As pessoas têm de se muito responsáveis e rigorosas no procedimento das regras de segurança, e de estarem preparadas para um possível aumento do número de casos”.

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