25 Set. 2020
 

Comentário semanal do eurodeputado Nuno Melo aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 21 maio 2020

O eurodeputado Nuno Melo, eleito pelo CDS-PP, no seu comentário desta quinta-feira, dia 21 de maio, abordou aos microfones da Rádio Campanário a fase do desconfinamento, a polémica injeção de dinheiro no Novo Banco pelo Governo e o reforço do Governo no setor da educação.

Nuno Melo entende que “o confinamento é uma situação anormal que deixa as pessoas receosas, constrangidas, deprimidas, muito embora percebam que é uma questão de segurança. Já o desconfinamento é um passo possível para a normalidade e ao mesmo para uma certa salvação da economia sem a qual o ser humano vive também e por isso há aqui o certo equilíbrio. Depois de tanto tempo em casa, sabe bem sair de casa, desde que cumprem as regras de saúde pública”. O centrista refere ainda que é “importante perceber, mas mais adiante, qual o impacto deste desconfinamento do ponto de vista da saúde pública. E as medidas do Estado estarão também relacionadas com este impacto. Se a situação se descontrolar, o Estado terá de tomar medidas. Se o impacto for positivo, que as pessoas cumprem as normas, também o Estado pode tomar outra atitude”.

Sobre os encargos do Estado nesta fase, o eurodeputado frisa que “nenhum Estado, como o nosso, que tem grandes dificuldades do ponto de vista da divida e da sustentabilidade, tem condições de suportar a médio prazo (já nem digo longo), encargos como o lay-off, pela comparticipação, pelo apoio social para aquilo do que é normal. Por isso percebo a parte de quem governa, pois quer ajudar mais, já não tem capacidade”.

Relativamente à injeção de dinheiro no Novo Banco pelo Governo, Nuno Melo mostra-se impressionado “como pode acontecer enganos em valores de milhões de euros, num país que não tem dinheiro e deve muito. Eu sou do tempo em que se contavam todos os tostões, porque não se vivia em abundância, mas era um tempo de boas contas. Agora, deve-se mais e falam de milhões de euros como fossem uns tostões, e, entretanto, foram injetados milhões de dinheiro num banco e o Primeiro-Ministro não sabia que o Ministro das Finanças tinha feito essa ação e isso faz me confusão”.

O eurodeputado refere que “a conversa até há pouco tempo era que o dinheiro não estava a ser injetado em fundo perdido, que quando o banco tivesse resultados positivos, o Estado ia recuperar esse dinheiro. Se o banco é declarado falido, o Estado não vai buscar nada. O Estado injeta, mas não apura nem avalia, e depois temos um Banco de Portugal que não sabemos qual tem sido o seu papel. Quando se injeta dinheiro, tem de se seguir os passos que são seguidos, e nestas situações, o Banco de Portugal tem de ser particularmente exigente, sobretudo depois das crises que ocorreram”.

O centrista diz ainda não compreender “como é que um banco que tem prejuízo e pede injeções de milhões, mas depois distribui bónus pelos administradores, que não são capazes de melhores resultados. Eu acredito na meritocracia, ou seja, acho bem que sejam distribuídos esses dividendos pelos administradores, quando eles alcançam os seus objetivos. Agora, quando se distribui esses bónus quando não o merecem, não me parece muito normal. E há muita coisa que tem acontecido no Novo Banco que tem de ser explicado”.

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