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Comentário semanal do eurodeputado Nuno Melo aos microfones da Rádio Campanário (C/SOM)

Revista de Imprensa 22 Out. 2020

O eurodeputado Nuno Melo, eleito pelo CDS-PP, no seu comentário desta quinta-feira, dia 22 de outubro, abordou aos microfones da Rádio Campanário o Orçamento de Estado (OE) para 2021, a segunda vaga da COVID-19 em Portugal e a petição que o eurodeputado lançou para rever disciplina de Cidadania e Desenvolvimento ou atribuir-lhe natureza excecional.

O presidente do CDS, Francisco Rodrigues dos Santos, anunciou que o partido vai votar contra o OE, afirmando que o CDS “não iria contribuir para esta encenação” de uma crise política. Para Nuno Melo, o Primeiro-Ministro, António Costa, comportou-se “com uma enorme prepotência e desprezou qualquer contributo da oposição à sua direita no que tem que ver com este OE”. O centrista não tem dúvidas de que “se alguém vai ser responsável por alguma crise, que não vai acontecer, é o Primeiro-Ministro”.

O eurodeputado não tem dúvida de que o OE para 2021 irá ser aprovado com os votos favoráveis do BE e com a abstenção do PCP, recordando que “[nas eleições legislativas de 2015] o PS perdeu as eleições e António Costa foi Primeiro-Ministro, o que significa que o PS e os partidos à sua esquerda só pensam numa coisa: poder”, acrescentando ainda que “o que importa é não deixar que à direita alguém lá chegue - PSD e CDS. E, portanto, fazem qualquer coisa para que estes partidos não cheguem lá e isso significa estas encenações, de fazer de conta que estão zangados e que não concordam e depois aprovam [o OE 2021]”.

Para Nuno Melo, o líder do CDS esteve bem em anunciar o sentido de voto do partido, afirmando que “António Costa traçou muito cedo o destino deste OE, porque quando revê à sua esquerda os apoios, obviamente significa nas propostas que é um orçamento no qual a direita não se pode rever”.

Sobre a segunda vaga da COVID-19 em Portugal, e questionado se as medidas decretadas pelo Governo são adequadas, o centrista tem certo de que “o que estamos a viver é uma consequência direta de uma decisão e de uma conduta de um Governo que foi completamente errada. Quando estávamos no inverno, mas caminhávamos para a primavera e verão, Portugal foi confinando, as medidas foram muito restritivas e mesmo assim os casos foram subindo. Chegado ao verão, quando era suposto que preparássemos o inverno, e fizéssemos um apelo às pessoas para que fossem altamente restritivas, tivessem cuidado, valorizassem a doença, o Governo disse “agora é para desconfinar”, ou seja, relativizou, desagravou e deu um péssimo sinal aos mais jovens e as consequências estão à vista – as pessoas foram de férias e agiram como se não houvesse vírus nenhum e viu-se os jovens a fazerem festas em parques de estacionamento, com bebidas alcoólicas, a dançarem e, sob efeito do álcool, a tocarem-se e a transmitir o vírus. O que estamos a viver agora é uma consequência dessa mensagem errada de um Governo que não se preparou para o pior”.

Nuno Melo conta que ouviu numa estação televisiva um infeciologista dizer que “há momentos na vida em que é melhor e mais sensato apresentar as notícias como elas são, mesmo que as pessoas as apreendam como negativas ou graves, do que ensaiar um discurso mais cor-de-rosa que relativiza a situação, quando as pessoas devem na verdade perceber que o que está em causa pode significar a vida de muita gente”. Revendo-se nesta mensagem, o eurodeputado sublinhou que “as pessoas devem perceber que o que está em causa pode significar a vida de muita gente, como as pessoas mais velhas, mas também as mais novas, que estão cada vez mais a cair em situações de emergência em Hospitais”.

“Portugal é um país em que, de Norte a Sul, a situação se tem agravado porque já não é possível controlar os contágios. Isto já chegou a um nível em que é tudo muito difícil e nós estamos a caminhar para o inverno. Infelizmente, só podemos esperar más notícias, mas depende também de cada um de nós adotar comportamentos, que permitam melhorar esse prejuízo”, frisa.

No início deste mês, Nuno Melo lançou uma petição em que desafia o Governo a rever os conteúdos da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento ou que, em alternativa, lhe atribua uma natureza opcional. O eurodeputado é o primeiro subscritor desta petição, que tem ainda personalidades como o líder da bancada do CDS, Telmo Correia e os ex-deputados Hélder Amaral e Álvaro Castello-Branco como subscritores.

Sobre este tema o eurodeputado sublinhou que “não aceitamos que, de repente, as escolas em Portugal se transformem em extensões do ativismo LGBT. Nós devemos todos respeitar as opções das minorias, mas não podemos é transformar o ensino público em extensões do ativismo LGBT, numa altura em que as crianças, com 9 e 10 anos de idade, estão a formar a sua personalidade, e que acabam convencidas de que as opções de minorias são afinal padrões que, com toda a normalidade, podem ser adotados pelas maiorias”. Para Nuno Melo, “isso é errado” e fala em exemplos que são, na sua perspetiva “absolutamente chocantes” – “Crianças em que os responsáveis pela disciplina pintam os lábios, os olhos e as unhas a meninos e pintam bigodes às meninas e vestem-nas como meninos, não sei bem para quê; Em que pegam em crianças e levam-nas a assistirem a espetáculos e assistem a bailados em que homens simulam atos sexuais com outros homens e mulheres com outras mulheres; Em que uma simples menino interpreta uma boneca como sendo um brinquedo feminino e é castigado porque não apreende para si que uma boneca tem que ser hoje em dia como um brinquedo unissexo. Uma criança já não pode sentir que uma boneca é um brinquedo de menina, e não pode achar que uma pistola é um brinquedo de menino?”, questiona.

O centrista fala ainda de um caso ocorrido no Liceu Francisco Torrinha, no Porto, em que “uma associação LGBT entrou de forma intrusiva, na minha opinião, numa escola pública, para fazer um inquérito e perguntar a crianças de 9 anos se gostam de meninas ou de meninos. Isto é completamente anormal”, classificou.

Nuno Melo afirmou que é preciso que “alguma coisa seja feita” face a “esta instrumentalização de uma disciplina de Cidadania”.

“Nós dizemos que a cidadania é importante e há coisas que são consensuais. Acontece que, nesta matéria da doutrina de género, não há uma única posição à base e, portanto, não é aceitável que só a posição mais extremista das vertentes LGBT e do Bloco de Esquerda sejam aquelas que neste momento estão a vingar em muitas escolas deste país”, frisa o eurodeputado, que refere ainda que “o facto de ser professor não significa que saiba, do ponto de vista da pedopsiquiatria, lidar com uma criança com 9 ou 10 anos. Muitos deles nem são pais ou mães e não têm um mínimo de experiência. São essas pessoas que vão dar formação destes conteúdos a estas crianças?”

Para o eurodeputado, esta disciplina tem tirado “completamente o papel que é suposto as famílias terem. As crianças são filhos dos pais, não são filhos do Estado. E a primeira entidade que tem obrigação de orientar as crianças são os pais. A entidade chama-se Família. A Família é, desde que o homem é homem, a base da sociedade. Não são as Associações LGBT. Tenho este pensamento muito sedimentado e é uma questão de senso”.

Nuno Melo sublinha ainda que a expressão “igualdade de géneros” tem sido muitas vezes “utilizada inequivocamente”. Para o eurodeputado, os géneros, na verdade, não são iguais. “Há o género feminino e o género masculino, que são muito diferentes. Os direitos é que têm de ser iguais. Ninguém pode ser penalizado por ser Mulher ou por ser Homem. Tem de haver igualdade de direitos e não de géneros, porque eles, felizmente, são diferentes”.

O centrista afirma ainda que não acredita na teoria que “não nos apaixonamos pelo sexo oposto, mas sim por pessoas”, mas que isso não quer significar que “não se respeite quem possa ser assim e refiro me aos homossexuais e aos bissexuais. Essa é a exceção e não o padrão. E o Estado deve estar cá principalmente para gerir, como regra, o padrão e não transformar a minoria no padrão”.

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