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Comentário semanal do eurodeputado Nuno Melo aos microfones da Rádio Campanário (C/SOM)

Revista de Imprensa 05 Nov. 2020

O eurodeputado Nuno Melo, eleito pelo CDS-PP, no seu comentário desta quinta-feira, dia 5 de novembro, abordou aos microfones da Rádio Campanário a evolução da pandemia COVID-19 em Portugal, as novas medidas tomadas pelo Governo para combater a COVID-19 e as Eleições nos Estados Unidos da América.

Questionado se a pandemia COIVD-19 pode estar a ficar descontrolada em Portugal, na opinião de Nuno Melo era “previsível”, tendo em conta “os dados, os próprios anúncios e antecipações do Governo e chegamos a um momento em que o vírus vai multiplicando os agentes que o transportam e que contaminam outras pessoas vão sendo cada vez mais”. O eurodeputado salienta que “temos que cada vez mais, numa vertente pedagógica, contar com a ajuda de cada português para superar esta grave crise”, dizendo que “a este propósito não podemos contar só com Governos, nem com as Autoridades de Saúde e Públicas. Depende de cada um de nós ajudar a pôr fim ou a combater esta tragédia”.

Esta quinta-feira, o Jornal de Notícias avançou que desde o início da pandemia em Portugal, já foram canceladas 96 mil cirurgias no Serviço Nacional de Saúde. Sobre um possível colapso do SNS devido à evolução da pandemia, o ex-dirigente do CDS-PP sublinha que “temos ainda um inverno inteiro pela frente e condições muito mais favoráveis à transmissão do vírus e que dificultam o combate da doença”, insistindo que “o comportamento de cada um de nós é muito importante para que se não percam vidas e até ao fim muitas pessoas vão morrer e é importante termos noção disso”.

No passado sábado, dia 31 de outubro, o Conselho de Ministros anunciou novas medidas para combater a evolução da pandemia COVID-19 no país, que entraram em vigor no passado dia 4 de novembro. Sobre estas medidas, Nuno Melo refere que “vivemos um momento muito difícil, porque se por um lado temos de proteger as pessoas, por outro não podemos asfixiar a economia, porque para que consigamos viver precisamos de salários, e para a maior parte dos portugueses aquilo que ganha é o seu sustento para cada mês. Portanto, é preciso que encontremos a justa medida. E a justa medida é muito difícil de encontrar em todo o mundo”.

No entanto, o eurodeputado mostra-se “chocado” com a “dualidade de critérios” no caso português, mas medidas de combate à COVID-19.

“Acho que estamos disponíveis para aceitar as medidas, desde que vejamos nelas justiça, porque estamos mais do que sensibilizados para a gravidade do problema. Mas a dualidade de critérios é que chega a ser chocante e aquele primeiro anúncio do Governo com medidas que revelavam dois pesos e diferentes critérios é que custam a aceitar”, enaltece o ex-dirigente do CDS-PP, dando o exemplo a proibição das feiras e mercados de levante, por parte do Governo, que entretanto já recuou, permitindo a sua realização, mediante uma autorização do presidente da câmara municipal local – “quer dizer, podemos estar em hipermercados fechados, mas não se podia estar em feiras, onde muitas famílias se abastecem, principalmente nas zonas rurais do país. Em várias regiões do país, as feiras têm uma função relevantíssima e não são substituíveis por hipermercados. Há aqui um certo preconceito sociológico associado de quem acha que às feiras vão pessoas menos esclarecidas e que nas zonas urbanas nos hipermercados vão pessoas mais esclarecidas. Não me admiraria que a leitura fosse esta, mas é completamente disparatada porque todas as pessoas estão sensibilizadas e hoje sofre-se muito nas zonas rurais, que são mais envelhecidas e mais propensas ao risco. E as feiras são autorizadas pelos municípios e na maior parte dos casos são até policiadas”.

Nuno Melo mostra-se satisfeito por a medida ter sido revertida, mas critica outras medidas aplicadas pelo Governo onde para o eurodeputado existe dualidade de critérios – “são permitidos espetáculos com os artistas do regime, porque hoje a arte já não é apenas uma expressão artística, mas depois não se podem velar os mortos em cemitérios abertos onde as pessoas pacatamente e ordeiramente veneram não só uma fé, mas os seus, as suas famílias. É esta dualidade de critérios que me choca muito e choca muitos portugueses”, sublinha o eurodeputado.

O Governo vai implementar novas medidas de apoio à atividade económica, para travar os prejuízos causados pela pandemia. Para Nuno Melo, estas medidas vão “minorar, dentro do possível esse impacto, mas de forma muito difícil”, porque “nenhum país será imune ao impacto desta pandemia. Isso é inevitável e há setores mais expostos que outros e, portanto, será feito o que se possa fazer”.

O eurodeputado não tem dúvidas de que “várias atividades [económicas] vão sofrer muito, começando por aquelas que lidam com o público, como a restauração, o turismo, todo o comércio. Estamos a falar de atividades económicas em que as pessoas têm custos fixos, em que as pessoas têm de pagar rendas, têm de pagar a funcionários, têm de pagar as suas obrigações tributárias ou fiscais, mas se não tiverem clientes não geram receita para isso. Por isso, vamos viver tempos com impactos fortíssimos que geram impactos na vida das pessoas e das famílias”, frisou.

Nuno Melo falou ainda sobre as Eleições Presidenciais nos EUA, em que ainda não é conhecido o vencedor. O ex-dirigente do CDS-PP alerta que estas eleições “podem acabar muito mal” e mostra-se impressionado que “num país tão grande, que foi pioneiro na Era Espacial, entre outros, consegue gerar como candidatos Biden e Trump. Os Estados Unidos têm pessoas extraordinárias, mas vemos estes candidatos e isso é para mim muito impressionante porque mostra que alguma coisa vai mal do ponto de vista da forma como os partidos interpretam o pulsar das sociedades”.

Para o eurodeputado, “não me parece que quer Biden, quer Trump sejam o paradigma do americano comum, ou desde logo o paradigma do americano médio e capaz. O resultado é perigoso para o mundo porque a América não é um país qualquer e o que acontece afeta-nos a todos. A sociedade americana está neste momento dividida e dividida pela metade, isto é trágico. Também nos Estados Unidos iremos ter tempos muito conturbados porque quem quer que ganhe terá a aceitação da outra metade da sociedade”.

Os últimos resultados mostram uma vantagem por parte do candidato democrata Joe Biden em relação ao candidato republicado e atual presidente dos EUA, Donald Trump, mas “pela tangente”, salienta Nuno Melo, que alerta ainda que “sendo que foram dadas pelos dois lados graves irregularidades na contagem dos votos e por isso os tribunais podem ser chamados a intervir e isso implica tempo e durante o tempo uma grande instabilidade política e social e, de facto, há casos em que há perplexidades que se levantam em alguns Estados quanto à contagem desses votos. O que desejo é que esta poderosa democracia rapidamente encontre rumo e continue a poder ser exemplo e encarados como uma grande democracia”.

Questionado quem irá vencer estas eleições, o eurodeputado admite que é “muito difícil” prever o resultado final, visto que “nas notícias está mais virado para Biden, isto pelos votos que vêm no correio, porque pelos das urnas era Trump e daí as dúvidas suscitadas sobre a legalidade desses votos. Houve exemplos de casos de fraude, de pessoas que transportavam votos já depois de tempo e, portanto, tudo isto é muito triste, não vale tudo. Desejo que a democracia se manifeste e que ganhe aquele que os americanos entendam que deve ter mais votos, seja qual seja”.

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