Comentário semanal do eurodeputado Nuno Melo aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 07 Jan. 2021

O eurodeputado Nuno Melo, eleito pelo CDS-PP, no seu comentário desta quinta-feira, dia 5 de março, abordou aos microfones da Rádio Campanário a prorrogação do Estado de Emergência até 15 de janeiro, as alegadas falsas informações que o Governo deu ao Conselho da União Europeia para justificar a escolha do procurador europeu José Guerra em vez de Ana Carla Almeida e as eleições presidenciais.

Sobre a prorrogação do Estado de Emergência e sobre o líder do CDS-PP afirmar que a pandemia “está descontrolada”, Nuno Melo afirma que “os números são péssimos e os números de ontem [6 de janeiro – 10.027 novos casos] revelam um resvalar que acho que podia ter sido evitado se durante o período das festas não se tivesse afrouxado o discurso e dado uma ideia de que se poderia estar mais próximo, porque o resultado está aí e nos próximos 15 dias, infelizmente, os hospitais sofrerão ainda mais uma pressão. Acho que o Governo esteve mal porque nos momentos de crise tem de se ser firme nas decisões. É preferível ser restritivo evitando contágios do que vender falsas ilusões”.

O eurodeputado acredita que foi um erro esta abertura no período das festas porque “as pessoas estão cansadas de estar fechadas e a partir do momento em que da tutela e da DGS vêm sinais de que podem ter um pouco de menos de cuidado as pessoas têm e os resultados estão aí. E aquelas imagens de doentes não covid espalhados em corredores de hospitais é trágico, é desumano”.

Questionado sobre a necessidade de um confinamento total ou parcial, refere que o seu partido se absteve na votação da renovação do Estado de Emergência até 15 de janeiro, mas que “se tivesse liberdade de voto teria votado a favor. Acho que os tempos são de algum sacrifício para que menos pessoas morram e outras sofram”.

Sobre a polémica com o procurador europeu, onde o Governo terá dado informações falsas ao Conselho da União Europeia sobre currículo de José Guerra para justificar que era melhor do que a nomeada Ana Carla Almeida e sobre a Ministra da Justiça ir ser ouvida esta tarde no Parlamento, Nuno Melo afirma: “estamos perante um escândalo nacional que me envergonha enquanto português”.

Para o eurodeputado do CDS “um candidato presidencial que não condene esta situação não merece o voto de nenhum dos portugueses e não terá o meu voto certamente”.

“O procurador, mantendo-se, para mim não tem nenhuma credibilidade e nenhuma isenção. E a Ministra já não deveria ser Ministra há muito tempo”, frisa.

Ainda sobre este assunto, refere: “temos um Primeiro-Ministro que quando os Ministros falham demite os secretários de gerais. Isto é tão escandaloso que neste momento temos a Ordem dos Advogados a apresentar uma queixa crime contra incertos, temos um Magistrado que foi candidato e foi apeado da escolha sem sequer conhecer o despacho ou sem saber se há despacho que tenha motivado a sua demissão. Temos tudo isto e demite-se um diretor-geral que diz que o que fez foi por ordem da Ministra [da Justiça]”.

Sobre as eleições presidenciais que acontecem a 24 de janeiro, o CDS afirma ser um partido livre. Questionado sobre quem via melhor da Presidente da República, após Abel Matos Santos, ex-dirigente do CDS afirma que apoia André Ventura, o eurodeputado afirma que ainda está “numa fase de avaliação”.

Sobre o debate da noite de ontem entre André Ventura e Marcelo Rebelo de Sousa, afirma não ter achado “um debate extraordinário” e acrescenta que “os debates têm tido pouca substância”.

Questionado, por fim, entre estes dois candidatos em qual votaria diz: “para já faria sobressair a minha costela monárquica”.

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