23 Set. 2021
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Comentário semanal do eurodeputado Nuno Melo aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 08 Jul. 2021

Na Revista de Imprensa desta quinta-feira, dia 8 de julho, contámos com o comentário do eurodeputado Nuno Melo, do CDS-PP.

 

Foram vários os temas abordados, nomeadamente a possibilidade de uma viragem no Sector da Justiça tendo em conta os processos recentes de Joe Berardo e Luís Filipe Vieira, a quarta vaga da pandemia covid-19 e as polémicas à volta da mesma, e as consequências desta quarta vaga no Sector do Turismo.

 

Quanto ao primeiro tema, questionado sobre se estaremos a assistir a uma viragem, Nuno Melo opina que “infelizmente, não necessariamente, por uma razão. Eu só estou em condições de avaliar uma mudança no Sector da Justiça tendo em conta condenações e não acusações”, referindo que as acusações são preliminares, da competência do Ministério Público, adicionando que “temo-nos habituado nos últimos anos a ver (…) detenções, para serem presentes a inquirição a várias pessoas, sendo que depois os processos acabam em nada, com sentenças que não espelham a gravidade dos atos, e principalmente raramente devolvendo ao Estado o dinheiro de que indevidamente se apropriaram ao longo de muito tempo, beneficiando da extrema fraqueza do próprio regime que muitas vezes premeia os maus”, declarando que o exemplo mais recente é o ex-Primeiro Ministro José Sócrates.

 

Passando ao segundo tema, o eurodeputado refere que “muitos destes contágios resultam de um comportamento negligente de pessoas que, talvez por cansaço, seja pelo que for, negam a realidade, têm comportamentos de risco, participam em festas que são ilegais, e nisso sendo responsáveis por uma transmissão em cadeia que prejudica o povo inteiro”. Adiciona que “há também uma responsabilidade forte do próprio Governo e do Primeiro Ministro”, referindo o contraste entre o confinamento há uns meses e certos eventos que têm sucedido até agora, como a final europeia de futebol e festas organizadas por partidos políticos, declarando que “há responsabilidade de pessoas, de partidos e do Governo”.

 

Conclui ainda que “isto não é uma doença que afeta apenas os velhos, muito embora a simples circunstância de assim se pensar já é muito grave, porque as pessoas mais velhas são pessoas, (…) e enquanto (os jovens) andam aí em festas e arraiais são outros que pagam o curso da sua irresponsabilidade”.

 

Quando questionado sobre a faixa etária atual em que o vírus está mais predominante, "hoje nos internamentos temos as pessoas na faixa etária dos 40-50 anos, portanto a própria doença está a sofrer (…) uma alteração de características e, portanto, já começa a afetar intergeracionalmente muitas pessoas” e alerta que “temos que vencer esta doença que, além de mortes, causa um profundo distúrbio do ponto de vista da economia”.

 

Por fim, no último tema, Nuno Melo diz que “o problema é aquela velha coisa de quando se dá um dedo, não falta quem queira o braço”, referindo que “se esta abertura (do sector do turismo) tivesse sido gradual, provavelmente conseguiríamos controlar o fenómeno. Infelizmente passou-se de 8 para 80 em que temos exposição, a vacinação não consegue acompanhar o ritmo”, concluindo que “estamos em pleno pico do Verão, isto tem consequências do ponto de vista económico e financeiro”.

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