NUNO MELO

Comentário semanal do eurodeputado Nuno Melo aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 02 Dez. 2021

Na Revista de Imprensa desta quinta-feira, dia 02 de dezembro, contámos com o comentário do eurodeputado Nuno Melo, do CDS-PP. Foram vários os temas abordados, nomeadamente a progressão da pandemia, os meios humanos do SNS e ainda a transição energética do país.

Sobre o estado de calamidade agora instaurado em Portugal, Nuno Melo começa por explicar que “no contexto geral, acho que há uma obrigação que mais uma vez é de todos, no sentido de tentarmos evitar a progressão de uma doença que encontra terreno, tanto mais fértil, quanto nós vamos baixando os braços, ou seja, tendo comportamentos de risco”.

“Sabemos que há agora uma nova variante, cujo impacto está ainda a ser estudado, mas que parece ser mais facilmente transmissível”, referindo o exemplo de Bruxelas, onde nos últimos dias se “registaram mais de 40 mil pessoas infetadas”, tendo em conta a população semelhante à portuguesa.

Além disso, com a chegada do inverno, os riscos aumentam, por isso “o primeiro apelo que eu faria é esse da prevenção geral”, salienta.

Já no que diz respeito aos serviços do SNS, sob pressão neste momento, Nuno Melo refere que o serviço “não é elástico”, sublinhando o esforço de “médicos e enfermeiros”, entre outros profissionais, que “todos os dias têm que dar resposta e são os grandes heróis que depois no dia seguinte acabam por ser esquecidos”.

Nesse sentido “achei muito ridículo termos, que por um lado tenhamos uma ministra da saúde que é capaz de um dia ter aquela declaração, completamente injusta e cínica e que revela a pessoa, dizendo que os médicos têm que ser mais resilientes”, uma vez que estes “se demitem porque estão em estado absurdo de desespero, porque percebem que nestas condições já não podem assegurar que as pessoas não vão ser prejudicadas porque lhes falta tudo”, salienta.

Algo que “mostra como, infelizmente, muitas vezes a tutela não está à altura das responsabilidades. Os médicos estão, os enfermeiros estão, técnicos estão, o SNS, apesar de todas as dificuldades, está a fazer milagres todos os dias e temos uma tutela que infelizmente não está”.

Ao mesmo tempo, “bastou, desde logo, que o Vice-Almirante Gouveia e Melo tivesse deixado a direção do serviço de todo o Sistema de Vacinação para se perceber que as coisas começam a piorar”, salienta o eurodeputado centrista.

Questionado sobre as propostas da esquerda parlamentar para resolver esse problema, Nuno Melo diz que “a estrema esquerda em Portugal é completamente lírica acerca do SNS”, uma vez que “não faz contas e não explica como é que se pode pagar, porque não basta contratar”.

Desta forma, atira que “eles têm que explicar é como é que se paga e pagar significa ser racional na gestão e isso é uma coisa que nunca foram”, afirma Nuno Melo. Justificando isso como o motivo pelo qual “os médicos em Portugal, os enfermeiros e os técnicos, são muitíssimo mal pagos e trabalham muito mais do que é suposto”.

No que diz respeito ao processo de Transição Justa, Nuno Melo começa por afirmar que “todos nós queremos energias limpas e todos queremos um mundo que no futuro possa ser mais sustentável, mas o que nós temos é um governo que à boleia da conversa da transição energética tenta justificar o que não tem nada que ver com isso”.

Assim, dá como exemplo o preço dos combustíveis, que “o governo diz que tem que ver com a transição energética e depois há por aí muito ingénuo que acredita”, referindo a título de exemplo o preço dos combustíveis em Espanha, onde “o rendimento per capita é muito mais elevado do que o nosso”, mas onde “os combustíveis são muito mais baratos”. Pelo que, no seu entender, o elevado preço dos combustíveis em Portugal “tem que ver com impostos”.

Por outro lado, afirma também que “o lítio é provavelmente uma das maiores tragédias que pode acontecer a Portugal”. Primeiro por ser “um recurso escasso” e “em Portugal está em algumas das maiores maravilhas que este país possuí”

Sendo elas “Montalegre, Serra d'Arga”, confrontadas com “uma exploração que tem enorme impacto e nós sabemos que vivemos num país onde nada depois é requalificado, os buracos ficam abertos e neste caso estamos a falar de milhares de quilómetros que acabam por ser afetados”. Uma exploração “que depois destrói joias do nosso património coletivo com um retorno que está longe de ser justificado”.

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