Alentejo

Comentário semanal do Eurodeputado Nuno Melo aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa Escrito por  07 Abr. 2022

Na Revista de Imprensa desta quinta-feira, dia 07 de abril, contámos com o comentário do Eurodeputado Nuno Melo, do CDS-PP. Foi abordado o tema: Da sua eleição para Presidente do CDS-PP e sobre a ideia de que não é preciso estar na Assembleia da Républica para fazer política, o compromisso de Paulo Portas e de Manuel Monteiro para com o CDS-PP, a perda de eleitorado e as novas ideias que o CDS-PP irá abraçar.

Relativamente ao primeiro tema, o nosso comentador começou por referir queé evidente que o CDS terá um ciclo de dois anos mais difíceis do que outros ciclos do passado, pela primeira vez não estamos na Assembleia da Républica, ainda assim o CDS é um partido que tem ferramentas que outros partidos que entraram na Assembleia da Républica a pouco tempo não têm. O CDS governa sozinho seis Câmaras Municipais, governa em coligação muitas outras com o PSD e também o Porto com o independente Rui Moreira, o CDS tem uma delegação no Parlamento Europeu e o CDS vem nos jornais dos açores e da Madeira, além dos pergaminhos de muitos anos de muitos anos, desde a fundação da democracia que o CDS ajudou a constituir e fazem do meu partido uma realidade que eu diria é necessariamente de primeira divisão, sendo que os resultados de Janeiro de 2022 foram de apenas uma situação conjuntural e através dessa situação conjuntural um sinal que alguns eleitores quiseram dar mas sendo que eu não duvido que estão agora disponíveis para de novo voltar ao CDS” e sublinha que “na primeira sondagem que foi feita depois das eleições numa amostra recolhida entre 15 e 20 de fevereiro, 15 dias depois das eleições, pela pitagórica e pela CNN, à pergunta sobre como seria o resultado eleitoral se eu fosse Presidente do CDS, a resposta foi que o CDS teria 5,3% numa margem que iria até 7,1%, já 15 dias depois das eleições e o partido ficava à frente do CHEGA, da CDU, do BE, obviamente do PAN e do PEV, isto para dizer que isto denota esta reação que foi conjuntural e que foi para aquela eleição, os eleitores quiseram dar um sinal ao CDS, só que o sinal foi tão forte que o CDS acabou por sair da Assembleia da Républica” diz também que o seu papel enquanto Presidente do Partido “é o de juntar pessoas, reconciliar o CDS com o seu passado, acho que a presença do Doutor Paulo Portas e do Professor Manuel Monteiro naquele congresso foi muito relevante, o que disseram foi ainda mais relevante”.

Quando questionado acerca do compromisso que Paulo Portas e Manuel Monteiro tiveram com o Partido responde que “o compromisso foi absoluto, o Dr. Paulo Portas foi vetar num sinal inequívoco de quem afirma perante o país que o CDS é um partido fundamental, tal qual o Professor Manuel Monteiro”, e diz ainda que “para se ser relevante na vida de um partido não se tem que preencher os órgãos, de resto todos os partidos estão muitas vezes com pessoas nos órgãos que não desempenham a função. Tenho para mim é que as melhores pessoas que pensam no partido estejam disponíveis para ajudar esta liderança conversando, dando conselhos, aparecendo intervindo, e através disso mostrando que o CDS é pelo passado, pelo presente um partido que tem reservas humanas incríveis e é também um partido com muito futuro e isso foi inquestionável, não tinha visto desde há 30 anos os dois num congresso, e isso aconteceu agora e por alguma razão foi.

Quando questionado se considera que o eleitorado do CDS-PP foi para o CHEGA e para a Iniciativa Liberal (IL) responde que “não considero isso, os votos não têm dono, o que os estudos sociológicos mostram é que partidos como o PSD e o CDS perderam muitos votos nos jovens e nas mulheres, é obvio que há novas realidades partidárias, IL e CHEGA a começar, que levaram alguns dos votos do CDS, não significa que votos do CDS não tenham por exemplo parado no PSD por efeito de um voto útil que se sucedeu à direita, num voto útil no que tem que ver com o CDS torceu um bocadinho à direita e não tenho dúvidas que até para o PS, os votos não têm dono, o que digo é, eu quero é recuperar esses votos, e hoje o CDS apresenta-se de novo como um partido unido e um partido credível, eu tenciono trazer para a politica muitos independentes, muitos dos quadros e das ideias que foram sempre do CDS e agarrar em alguns temas que são temas da atualidade absolutamente necessários, o CDS vai ser resumido em quadros capazes e as ideias nítidas de sempre, novas agendas que importam às pessoas, porque o CDS só terá votos se for lido como um partido útil e eu quero o CDS formatado como um partido para o século XXI.

Diz também que “O CDS tem de pegar nas suas ideias de sempre que eram identitárias, o Partido que era o Partido da Lavoura, o Partido da Segurança, dos ex combatentes, dos contribuintes, dos pensionistas, dos professores, o CDS foi um partido com marcas identitárias, as pessoas destas áreas setoriais reconheciam o CDS em cada uma destas áreas, o CDS vai voltar a falar disso e o CDS vai agarrar novas causas como a da sustentabilidade, da economia digital, da economia verde, dos aquíferos, da água, que interessa particularmente a Portugal e interessa particularmente ao Alentejo, porque todos os relatórios, nomeadamente o último das Nações Unidas e isso é combustíveis, da energia, e isso são temas que são centrais para o CDS”.

Questionado acerca do CDS-PP estar atualmente despido de todas essas temáticas e políticas irão ajudar a recuperar esses mesmos votos pedidos diz “realmente se na rua perguntássemos nos últimos tempos aos eleitores sobre três, quatro ideias identitárias do CDS dificilmente diriam as mesmas ideias ou identificavam imediatamente o CDS com algumas ideias e esse o erro que eu acho que deve de ser corrigido”.

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