Comentário semanal do eurodeputado Nuno Melo aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 26 Set. 2019

O eurodeputado Nuno Melo, eleito pelo CDS-PP, no seu comentário desta quinta-feira, dia 26 de setembro, abordou aos microfones da Rádio Campanário os resultados das eleições na Madeira, os resultados das sondagens e ainda o caso de Tancos.

Relativamente aos resultados das eleições na Madeira, Nuno Melo considera que “o CDS perde em votos e em mandatos, mas ganha em termos de poder”. O eurodeputado refere que “pela primeira vez o PSD perdeu a sua autonomia e ao ser obrigado a partilhar a liderança (a confirmar-se com o CDS), eu diria que no próximo mandato é uma situação histórica”.

O eurodeputado considera que “do ponto de vista do CDS é um dado novo e da democracia também, pois esta é feita de alternância, por outro lado (pelo menos na Madeira) a esquerda não venceu”.

Questionado pela RC sobre uma eventual comparação entre a anunciada coligação na Madeira e a que se registou em 2015 no continente, Nuno Melo refere que “não existe comparação com o que contestámos em 2015, existiria se o CDS se juntasse ao PS, quem vence governa”.

O eurodeputado explica que “o que sucede neste momento na Madeira é exatamente o que sucedeu na altura do Dr. Durão Barroso, esta nota é absolutamente democrática, quem vence as eleições é quem governa, sendo livre para se coligar com quem bem entender”, acrescentando que “em Portugal temos uma situação muito diferente, ou seja, quem perdeu as eleições é quem está a governar”.

A Campanário questionou Nuno Melo sobre uma eventual coligação entre o CDS e o PSD para governar, caso ambos tenham maioria, mesmo que o PS ganhe.

O eurodeputado considera que “para mim é relevante em democracia que quem vence, governe, ou tenha a possibilidade de o fazer”, no entanto, “não obstante, nas últimas eleições em 2015, o PS inaugurou uma nova moda que é a de que quem perde pode também governar”.

Nuno Melo considera que “temos de ter uma democracia que é igual para todos, desde o momento que isso aconteceu em 2015, tudo é possível”, acrescentando que “se a esquerda se coligou para governar a direita também o pode fazer”.

O eurodeputado refere ainda aos seus microfones que “este partido socialista vive do poder, coloniza o poder” e sempre que “o Dr. António Costa seja o secretário geral do PS não temos como não considerar a hipótese de aliar o CDS ao PSD para uma solução de governo, António Costa não merece outra coisa”.

Nuno Melo acrescenta ainda que “António Costa tem de sentir na pele aquilo que impos aos outros”.

Os resultados das sondagens levam o eurodeputado a considerar que “o CDS tem de fazer de tudo para ter o melhor resultado possível nas eleições, no final será o que os eleitores quiserem”. Nuno Melo considera que “o pior que pode acontecer é os respetivos protagonistas dos partidos que não estão tão bem nas sondagens deitarem a toalha ao chão”.

A terminar o seu comentário semanal, o eurodeputado abordou a problemática de Tancos, referindo que “temos um candidato pelo Porto que tinha conhecimento de toda a situação de Azeredo Lopes e continua no seu cargo e como candidato também, penso que está tudo dito”.

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