×

Alerta

JUser: :_load: Não foi possível carregar o utilizador com o ID: 63
JUser: :_load: Não foi possível carregar o utilizador com o ID: 68

Comentário semanal do vice-presidente do PSD Salvador Malheiro aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 07 Dez. 2020

O vice-presidente do PSD Salvador Malheiro, no seu comentário desta segunda-feira, 07 de dezembro, abordou aos microfones da Rádio Campanário as novas medidas estabelecidas para o Natal e Ano Novo sob o novo Estado de Emergência, as novas regras vetadas pelo Presidente da República para a contratação pública com fundos comunitários, a posição do PS face ao plano de reestruturação da TAP e ainda o prémio apontado aos profissionais de saúde pelo Governo.

Referente à questão das novas medidas definidas pelo Governo para o Natal e Ano Novo, foi questionado ao vice-presidente do PSD se esta abertura das medidas para as festividades do Natal não poderão ter repercurssões no achatamento da curva de infeções. Salvador Malheiro responde que "concretizou-se aquilo que já era expectável, que foi a continuação destas medidas e dos mapas de risco a serem atualizados ao longo do tempo," como também "algum facilitismo ao alívio das medidas restritivas, sobretudo às famílias portuguesas, que têm tido um esforço muito grande," afirma.

"Naturalmente que este pequeno alívio do Natal, nota uma deferência para com as famílias."

Em relação à aberura dos estabelecimentos de restauração poderem estar aberos até à uma da manhã de dias 24 e 25, o vice-presidente do PSD admite que não crê "que as medidas menos musculadas para os dias da vizinhança do Natal possam vir a ajudar todos desse setor e similares. Isto porque, na véspera de natal e mesmo o dia de Natal, não são dias em que por norma as famílias vão aos restaurantes. São momentos em que se privilegiam os momentos em família. Portanto, não creio que desse forma nós possamos estar a ajudar a economia."

Salvador Malheiro teme ainda que "este ligeiro alívio nas medidas [restritivas] possa prever algumas consequências menos boas para o inicio de janeiro, onde possamos ter um incremento de infeções," considerando até "dar origem a uma terceira vaga, que ninguém quer." Aconselha ainda que "vamos dar o benefício da dúvida ao Governo, vamos esperar que as vacinas cheguem e esperar que no primeiro trimestre do próximo ano tenhamos já um grande número de pessoas vacinadas," frisa.

Questionado acerca das novas regras vetadas pelo Presidente da República para a contratação pública com fundos comunitários e a abstenção do PSD nessa votação, o militante do PSD diz que o "que está aqui em causa é nós aumentarmos o nível de imparcialidade e transparência no que diz respeito a uma comissão que existirá para acompanhar todos esses processos de contratação pública."

"Nesse contexto, eu vejo em muito bons olhos essa decisão do Presidente da República porque vem de encontro com as solicitações do PSD," frisa o vice-presidente.

Salvador Malheiro explica a posição de abstenção do PSD devido ao balanço das propostas serem positivas. "Com este veto do PR conseguimos ainda otimizar e colocar na primeira linha esta questão da imparcialidade, da transparência e da justiça. Isto numa matéria muito relevante, que é a contratação pública, e sobretudo num momento em que nós vamos ter à nossa disposição verbas avultadas para investimento aos mais variados níveis."

Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil considera que o plano de reestruturação da TAP deveria ser suspenso e reavaliado antes de ser enviado para Bruxelas. Confrontado com esta temática e o seu desfecho, o vice-presiente do PSD admite que esta é uma questão "extremamente sensível."

"Todos os dias temos dados novos, ainda ontem no âmbito de um comentário semanal percebeu-se que o Governo quer levar este plano de reestruturação da TAP ao parlamento." Face a isto, Salvador Malheiro reforça que "é importante deixar claro que isto é uma competência do Governo e não da Assembleia da República. Aliás," continua, "quando o Governo decidiu intervir na [situação] da TAP, não levou à Assembleia da República, fê-lo no âmbito da sua esfera de competências, portanto estamos agora a perceber que está a mudar de modus operandi. Em paralelismo com o dossiê do Novo Banco: enquanto que com este caso existe uma grande dificuldade em escrutinar e levar à assembleia da república o contrato existente, aqui há um tratamento completamente diferenciado,"explica.

"O que não me parece correto é que, quando o Governo decidiu intervir na TAP, não quis consultar a Assembleia da República, agora que precisa de respaldo do PSD, porque não tem apoio dos partidos de esquerda, quer levar à Assembleia e esquecer aquilo que tem vindo a dizer de que nunca mais precisaria do PSD para governar."

"Uma coisa é certa, o Sr. Ministro Pedro Nunes Santos, que tem esta tutela, há uns tempos atrás disse em bom alto som que nunca mais precisaria do PSD para governar ou tomar qualquer tipo de decisão para o país. Aquilo que se está a constatar é algo em sentido contrário." O militante do PSD admite que "existe aqui um respaldo do PSD junto de uma decisão do Governo porque ele já percebeu que do lado dos seus parceiros da esquerda, não terá o apoio no que diz respeito a este plano da TAP."

"O que está aqui encima da mesa, em primeiro lugar, é que ontem houve o indício de que poderia ter havido já uma conversa entre António Costa e Rui Rio. No que me dá a conhecer, essa conversa sobre o plano de reestruturação da TAP não existiu," remata Salvador Malheiro.

Numa última questão, acerca da reação do Sindicato Independente dos Médicos aos 10% dos profissionias de saúde a beneficiar do prémio do Governo pelo combate à pandemia no primeiro Estado de Emergência, o vice-presidente confessa achar à concretização dessa medida "uma profunda injustiça."

Salvador Malheiro vangloria a dedicação de todos os profissionais de saúde que tem sido crucial e tem-se "revelado decisivo no salvamento de vidas."

"Portanto, acho que o prémio é merecido, devia ser para todos e devia ser algo em concreto. E não aquele exemplo que tivemos na Primavera ainda deste ano em que o prémio para os profissionais de saúde, seria o facto de nós termos a final da Liga dos Campeões no nosso Portugal." Salvador Malheiro, vice-presidente do PSD reforça que "os nossos profissionais de saúde precisam de um prémio monetário e algo de concreto, porque se há classe profissional que neste momento deve ser descriminada positivamente são eles" finaliza.

Veja também...

Histórico de Notícias

« Janeiro 2021 »
Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom
        1 2 3
4 5 6 7 8 9 10
11 12 13 14 15 16 17
18 19 20 21 22 23 24
25 26 27 28 29 30 31