Comentário semanal do vice-presidente do PSD Salvador Malheiro aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 04 Jan. 2021

O vice-presidente do PSD Salvador Malheiro, no seu comentário desta segunda-feira, 04 de janeiro, abordou aos microfones da Rádio Campanário a rotura no Hospital do Espírito Santo de Évora, sobre as alegadas falsas informações que o Governo deu ao Conselho da União Europeia para justificar a escolha do procurador europeu José Guerra em vez de Ana Carla Almeida, a retoma da economia em Portugal em 2021 e ainda as mais recentes sondagens que colocam o PS e o PSD com 13% de diferença.

Sobre a rutura nas urgências COVID do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), que já não recebe mais doentes da pandemia, sendo a situação reavaliada a cada 12 horas, o vice-presidente do PSD deixa uma palavra de esperança para que se veja na vacina uma “luz” para mitigar a pandemia da COVID-19.

Recentemente gerou-se uma polémica com o procurador europeu, pois o Governo, alegadamente, terá dado informações falsas ao Conselho da União Europeia sobre currículo de José Guerra para justificar que era melhor do que a nomeada Ana Carla Almeida, que tinha ficado em primeiro lugar no concurso organizado por um comité de peritos internacional com critérios comuns aos vários países. Portugal foi um dos três países que não aceitou a decisão do Comité de Seleção Internacional e apresentou outro nome, alegando maior competência. O caso já tinha dado origem a polémica e agora adensa-se com a informação, avançada pela SIC e pelo Expresso, de que o Governo forneceu dados curriculares falsos em carta enviada ao secretário-geral do Conselho da União Europeia.

Sobre esta polémica o PSD quer ouvir explicações do primeiro-ministro sobre a escolha de José Guerra para o cargo de procurador europeu. Os social-democratas desafiam António Costa a dizer se considera aceitável que Francisca Van Dunem desconhecesse um documento enviado para a representação portuguesa junto da União Europeia, que consideram ter sido decisivo na nomeação do procurador.

Salvador Malheiro afirma “é um assunto de extrema gravidade”. O social democrata explica que os “portugueses foram confrontados com o que não se pode aceitar nunca, que é a falsificação de dados ou a existência de mentiras um documento que é oficial do Governo para Bruxelas”.

“Importa referir que o nosso Governo quer secundar uma orientação por parte de Bruxelas que teria já feito a sua seleção de outra procuradora e, por isso, esta aparente inverdade terá servido para argumentar em sentido contrário com a decisão de Bruxelas. Trata-se de um assunto de extrema gravidade até porque essa procuradora que tinha estado em primeiro lugar, segundo Bruxelas, é uma procuradora que tinha em mãos assuntos muito delicados relacionados com secretários de estado deste Governo. É importante ter-se a consciência que era essa procuradora que estava, por exemplo, com o assunto das golas antifumo e, portanto, existe aqui uma nuvem muito forte por cima de todo este assunto”, frisa.

Para Salvador Malheiro o Primeiro-Ministro “ou demite a Ministra da Justiça ou então não demite e fica corresponsável de todo este clima de suspensão”.

“Temos o Ministério Público a investigar vários processos relacionados com a falsificação de documentos e até alguns deles dizem respeito a currículos não verdadeiros e aqui exige-se que o Ministério Público abra uma investigação ao processo apesar de ser algo do foro Ministério da Justiça. Para além de parecer um erro primário é de extrema gravidade. As coisas são demasiado graves para um Estado de direito como é o nosso”, afirma o vice-presidente do PSD.

Sobre a retoma da economia em Portugal, num momento em que já existe vacina para COVID-19, Salvador Malheiro diz que “é um momento de união em que todos nós temos de nos congregar em torno das grandes matérias e é evidente que nas previsões para 2021 há a boa notícia de podermos esperar um crescimento significativo o que é mais um motivo para termos uma esperança acrescida. De todas as formas, mesmo nas melhores previsões, este crescimento para 2021, apesar de ser significativo, não permite anular as perdas que tivemos durante 2020”.

Por fim, relativamente às sondagens que colocam o PS (38,5%) e o PSD (25,4%) com uma diferença de 13%, o social democrata afirma: “as sondagens valem o que valem, mas há dados interessantes que se podem retirar entre o PS e o PSD. Apresenta-se um diferencial de 13%, mas também uma transferência de votos entre partidos. A transferência de votos do PSD para o PS é cerca de metade daquela que é a transferência de votos do PS para o PSD. Naturalmente que apesar desse dado positivo não estou a querer sobrevalorizar a sondagem. Pessoalmente, o que sinto junto das populações é um desgaste crescente do atual Governo fruto destes casos recentes que têm acontecido”.

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