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Comentário semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 04 Fev. 2020

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, 4 de fevereiro, abordou aos microfones da Rádio Campanário a aprovação no Orçamento do Estado do extra para pensionistas e reformados e a questão relativa ao IVA da eletricidade, o caso de Tancos e ainda a resposta das autoridades portuguesas aos casos de Coronavírus.

Relativamente ao Orçamento do Estado, Carlos Zorrinho começa por referir que “estamos perante um orçamento sólido, robusto e com superavit, que nos dá uma enorme credibilidade, nomeadamente permitindo baixas taxas de juros”.

Para o eurodeputado essa solidez do Orçamento “liberta recursos para as políticas socias, e como exemplo disso temos o aumento das pensões”, considerando “algo muito importante, com uma dimensão social muito forte e que mostra que estamos perante um Governo que tem a matriz da esquerda moderada, da esquerda preocupada com os cidadãos”.

Carlos Zorrinho não deixa de referir que “temos recursos limitados, mas é bom salientar que dentro do possível as coisas vão acontecendo”.

Na questão do IVA da eletricidade, o eurodeputado considera que “a forma como o governo colocou a questão do IVA da eletricidade é a correta”, acrescentando que “esta proposta deve ser socialmente informada, ou seja, deve essencialmente beneficiar as famílias, uma vez que, as empresas já podem deduzir o IVA”.

Para Carlos Zorrinho “uma redução geral do IVA da eletricidade, obviamente que teria de ter uma contra partida”, referindo que “do ponto de vista da politica orçamental é muito importante, que todos aqueles que fazem essa proposta, expliquem o que é que se deixa de fazer para que se possa reduzir o IVA para todos”.

O eurodeputado refere que “até agora o que tenho visto, infelizmente, nas propostas feitas pelo PSD, são falsas soluções, ninguém explicou onde é que se iriam buscar as centenas de milhões de euros que a redução do IVA implica”.

Naquilo que concerne ao caso de Tancos, Carlos Zorrinho refere que “tudo o que se passou em Tancos é absolutamente surreal”. Para o eurodeputado “o que se diz é que o ministro eventualmente sabia, mas como estava a ser investigado pelas policias, deixou andar”.

Carlos Zorrinho afirma que “toda esta questão é surreal”, fazendo votos para que “não se volte a repetir”.

Sobre a resposta e a capacidade do país em lidar com potenciais casos de Coronavírus, o eurodeputado é taxativo e afirma “não tenho qualquer dúvida que Portugal está preparado para casos reais de Coronavírus”, acrescentando que “já tivemos vários casos suspeitos, foram investigados e o Sistema de Saúde em Portugal está preparado”.

Carlos Zorrinho lembra que “fomos dos primeiros países com capacidade para ir buscar os nossos cidadãos que se encontravam no epicentro do vírus”.

O eurodeputado lembra que “os protocolos, num caso destes, a questão chave não é resposta imediata, não estamos perante um caso de ataque cardíaco, existindo uma suspeita essa pessoa não deve contactar com mais ninguém”, referindo porém que “claro que não deve esperar tanto tempo, o que aconteceu desta vez não se tornará a repetir”, em alusão ao suspeito que aguardou mais de 4 horas pela chegada da equipa médica.

Carlos Zorrinho afirma que “caso se venha a confirmar a suspeita, estou certo que Portugal tem todas as condições para saber lidar da melhor forma”.

Questionado pela RC sobre uma alteração na legislação que torne obrigatória a quarentena para cidadãos que regressem da China, o eurodeputado refere que “quando olhamos para a situação com uma lógica empírica, pode parecer razoável obrigar as pessoas a irem para a quarentena”.

Carlos Zorrinho considera que “temos responsáveis de ética e qualquer alteração da legislação deve ser ponderada e esses órgãos devem ser ouvidos nestes casos”.