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Comentário semanal do deputado João Oliveira aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 04 Mar. 2020

O deputado João Oliveira, eleito pelo círculo de Évora da CDU à Assembleia da República, no seu comentário desta quarta-feira, 4 de março, abordou o mediatismo e o alarmismo criado em torno do COVID-10 e ainda as suspeitas contra 3 juízes.

João Oliveira começa por referir que “parece-me que existe um problema real com o COVID-19, no entanto, existe também muito alarmismo e muito sensacionalismo”.

Para o deputado “está a fazer-se uma cobertura mediática excessiva desta questão”, acrescentando que “existem grupos de comunicação social que têm feito uma cobertura surreal, cobertura essa que tem vindo a provocar algum alarme junto das pessoas”.

“O vírus é uma realidade, está espalhado pelo mundo, mas ainda não chegou ao nível da pandemia”, declara. João Oliveira lembra que “este surto epidémico, mesmo com a dimensão que já atingiu, ainda não teve expressão suficiente para ser classificado como uma pandemia, daí que não seja necessário criar todo este alarmismo e mediatização”.

O parlamentar considera que  “é preciso que as pessoas se informem e que tenham em conta as preocupações necessárias”, acrescentando que “o facto as máscaras já terem esgotado resulta da falta de informação das pessoas, já foi explicado que os procedimentos de prevenção passam pela desinfeção das mãos, tossir e espirrar para o braço, nada disto implica a colocação de máscaras”.

João Oliveira lembra que “a DGS já disse que só deve colocar máscaras aqueles que já têm alguns sintomas, isto para evitar a contagiar outras pessoas, ou seja, a ideia que as máscaras protegem, vai criar uma falsa sensação de segurança que pode dar mau resultado”.

Sobre eventuais planos de contingência o parlamentar refere que “a DGS abordou as empresas e os serviços públicos para que elaborem planos de contingência, isto são planificações de medidas que podem vir a ser tomadas caso exista necessidade disso”.

O deputado explica que “estes planos só serão postos em prática se se agravar o número de pessoas infetadas ou se for registado um número anormal de propagação do vírus em Portugal”, lembrando que “a preparação das medidas não implica a sua colocação em prática”.

Sobre os números que indicavam a possibilidade de vir a existir um milhão de portugueses infetados, João Oliveira refere que “a diretora geral de saúde já explicou que aquele número não resultou de uma constatação de factos”.

Para o deputado “foi um número avançado tendo em conta os primeiros casos e tudo aquilo que se sabia, não passou de uma mera estimativa tendo em conta a situação na China, numa fase inicial da doença”.

João Oliveira afirma que “o contexto em que aquele número foi avançado não tem nada que ver com a avaliação da situação hoje”, no entanto, “tal como não se deve criar alarme também não devemos desvalorizar a questão”.

Na sua opinião, “se todos fizeram aquilo que a DGS tem pedido em termos de prevenção, estou convencido que o nosso país está preparado para lidar com o COVID-19 sem nenhum sobressalto”.

Sobre as acusações a 3 juízes, o parlamentar considera que “têm vindo a ser divulgados alguns problemas na área da justiça, sendo que são motivo para preocupação”, acrescentando que “o funcionamento do nosso sistema judicial deixa-nos preocupados”.

O deputado considera que “devem ser apurados todos os factos, tudo deve ser esclarecido e tomadas todas as medidas para resolver estes casos”.