20 setembro, 2018
Augusta Serrano;
Fadistices
20:00-21:00

É fundamental “termos uma PGR com isenção suficiente para pôr na cadeia” quem gasta dinheiro público ilegalmente (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 10 setembro, 2018

O deputado António Costa da Silva, eleito pelo círculo de Évora do PSD à Assembleia da República, no seu comentário desta segunda-feira, dia 10 de setembro de 2018, comentou o discurso de Rui Rio, em Portalegre, no passado fim-de-semana, com as suas críticas aos críticos, a possibilidade de recondução da atual Procuradora Geral da República e ainda os gastos de milhares de milhões feitos pelo Estado, à margem da lei.

Sobre o discurso Rui Rio na Universidade de Verão do PSD em Portalegre, “sinceramente, acho que o discurso foi muito oportuno” e “muito assertivo na posição que tomou, nomeadamente na questão de Tancos”, sobre a qual “não se resolve nada”, apesar de ser uma “questão de Estado, que é fundamental termos aqui uma perceção do que é que se passou com o roubo daquelas armas” e “continuamos aqui num marasmo total”.

Sobre a recondução de Joana Marques Vidal, enquanto Procuradora Geral da República, António Costa da Silva, afirma que as afirmações de Rui Rio vão no sentido de que “gostava de tomar posição depois de saber diretamente, através da voz do governo, qual é a posição do Governo sobre esta matéria e a partir daí tomar a sua própria posição”.

Contudo, “na minha perspetiva”, afirma Costa da Silva, existe no PSD “uma vontade clara que a procuradora se mantenha em funções” e “eu tenho também essa posição”. Uma vez que, na sua opinião, a atual procuradora geral, “tem desempenhado muito bem a sua função” e “tem tido uma postura muito isenta dos diferentes órgãos de soberania”, o que é “fundamental para que a democracia possa desenvolver o seu caminho normal”.

Já no que diz respeito à afirmação do atual líder social-democrata, de que as vocês que não se identificam com o partido devem sair do mesmo, António Costa da Silva considera que a posição de Rui Rio “fio no sentido daqueles que não se revêm mesmo com o PSD e que têm uma leitura política completamente diferente” e que “não tem a ver com os críticos”. Uma vez que, “se fosse contra os críticos, não era nada agradável ouvir isso do presidente do partido, porque há sempre críticos”.

Dando como exemplo o caso de Santana Lopes e de quem o acompanha, que “pensam de uma forma estrutural e ideologicamente completamente diferente” do partido.

Ao comentar os gastos do Estado, de 1.300 milhões fora da lei, conforme a manchete do Correio da Manhã, António Costa da Silva considera que “há várias formas de o Estado fazer isso” e “uma das formas é através dos concursos públicos, no fundo, não respeitarem globalmente aquilo que deve ser a legalidade”. Pois “o Estado, sistematicamente recorre a ajustes diretos”, onde existe depois a possibilidade “avançar com investimentos e com decisões de gastos públicos, sem que cumpra criteriosamente as regras da lei”. Pelo que “essas inspeções”, relatadas hoje, “vêm precisamente refletir aquilo que nós temos ideia que está a acontecer” e que “em anos eleitorais as coisas normalmente são mais graves”. Onde “para acelerar alguns dos investimentos que estão pendentes, recorrem-se a processos mais frágeis e que têm esses riscos para o Estado”.

Ainda assim, o deputado social-democrata sublinha que “é fundamental duas coisas: é que os organismos fiscalizadores, fiscalizem bem e atuem bem; depois, que sejam responsabilizados os políticos que cometem esses erros, e atuar fortemente e termos uma Procuradora Geral da República, com isenção suficiente, para nos atos em que há crime os pôr na cadeia”.

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