02 Jun. 2020
Augusta Serrano
Notícias
17:00-19:30

Comentário semanal do eurodeputado José Gusmão aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 13 Mar. 2020

O eurodeputado José Gusmão, eleito pelo BE, no seu comentário desta sexta-feira, 13 de março, abordou aos microfones da Rádio Campanário a problemática em torno do COVID-19

O eurodeputado começa por analisar a situação vivida em Bruxelas, referindo que “existe uma grande diminuição da atividade das instituições europeias” e que “a maior parte das instituições estão a trabalhar por videoconferência”. José Gusmão considera que “do meu ponto de vista a Bélgica tem um sistema de saúde pior equipado que o nosso para responder a uma situação desta natureza”, acrescentando “temos países onde a situação vai ser muito pior, pois nem sequer têm sistemas nacionais de saúde estruturados”.

Questionado pela RC sobre se as medidas adotadas são as suficientes o eurodeputado refere que “falamos de um conjunto de medidas de contenção que eram de facto necessárias”. O eurodeputado considera que “correspondem aos apelos que temos feito, pode existir alguma controvérsia em torno da questão das escolas, controvérsia que levou a alguma hesitação que pode não ter sido muito boa”.

José Gusmão refere que “tudo o que venha a contribuir para reduzir o contacto social contribui para a redução da propagação do vírus”, lembrando que “este vírus é um fenómeno novo que ainda estamos a conhecer”.

Pese embora todas as medidas já adotadas, o eurodeputado afirma que “penso que continuam a faltar algumas medidas de reforço ao nível do serviço de saúde”, referindo que “a linha de saúde 24 tem de ser reforçada, como já foi anunciado, pois é fulcral em todo este processo, na medida em que retira pessoas dos serviços hospitalares”, para alem deste reforço “penso ser necessária a requisição de profissionais e instalações privadas”, uma vez que “não podemos ter profissionais e instalações privadas de saúde que não estejam empenhadas no combate a este vírus”.

O impacto económico também foi abordado, referindo o eurodeputado que “as consequências serão inevitáveis, principalmente em economias periféricas muito dependentes do turismo, como é o caso da nossa”.

José Gusmão considera que “a verbas libertadas parecem avultadas, mas como não estamos habituados a lidar com estes problemas, não sabemos”, acrescentando que “a mim parece-me pouco, penso que não estão a ver bem o filme”.

Para o eurodeputado “os sintomas ao nível dos mercados financeiros não podem ser desvalorizados”, lembrando que “cada dia que passa sem que a UE dê sinais que está disponível para libertar todos os instrumentos de política económica que estão ao seu dispor por forma a impedir uma nova receção, são dias em que a situação económica se agrava”.

José Gusmão afirma que “é necessário aliar às respostas clínicas ao coronavírus uma resposta económica igualmente cabal, pois mesmo nos cenários mais animadores as consequências económicas são certas”.

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