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“É preferível beneficiar quem não tem direito do que prejudicar outra que tem direito”

Revista de Imprensa 13 Fev. 2019

O deputado João Oliveira, eleito pelo círculo de Évora da CDU à Assembleia da República, no seu comentário desta quarta-feira, 13 de fevereiro, abordou o regime de reformas dos trabalhadores das pedreiras, a subida do crédito habitação em 19% e os atrasos do grupo de trabalho do Novo Hospital Central do Alentejo.

Abordando o regime de reformas dos trabalhadores das pedreiras, João Oliveira diz que “na assembleia existiu um debate com o primeiro ministro e ele confirmou que a regulamentação ainda não está feita, que o ministério do trabalho está a trabalhar nisso e que em breve existirão resultados”.

João Oliveira, “deixo uma sugestão aos ouvintes da rádio campanário, vão á segurança social e peçam os registos dos descontos, porque no caso dos trabalhadores mais velhos a segurança social não tem os dados informatizados (…) esses dados mais antigos estão em microfilme e é preciso que a segurança social vá buscar isso tudo e introduza no sistema para que depois seja possível fazer os cálculos”. “Independentemente da situação das empresas a segurança social tem de ter o registo dos descontos todos (…) se a segurança social está a dar respostas contrárias ás pessoas é importante que as pessoas as façam chegar para que possamos tomar medidas, pois essa resposta não é admissível”.

 O deputado disse ainda que “o PCP também não compreende este atraso, é uma coisa tão simples de fazer, basta ver na lista e dizer quais estão abrangidas. Vamos continuar a pressionar o governo para que esta regulamentação seja feita. No dia 1 de março vamos fazer uma sessão de esclarecimento sobre este assunto, e espero nesse dia que a regulamentação da lei já possa estar feita”. “É preferível beneficiar quem não tem direito do que prejudicar outra que tem direito”.

No que respeita ás subidas do crédito a habitação, João Oliveira afirma que “a banca privada procura a todo momento aumentar os seus lucros, entretanto já foram acumulando lucros e quando existirem chatices logo se vê como se resolvem. O problema com a gestão privada é que quando existem problemas lá tem de ir o estado injetar dinheiro dos nossos impostos”.

Sobre o atraso do grupo de trabalho do novo Hospital Central Alentejano, o deputado considera que “é uma situação difícil de explicar, o PCP apresentou o requerimento para ouvir esse grupo de trabalho em novembro, o mesmo foi aprovado no dia 5 de dezembro, já passaram mais de 2 meses e não existe resposta do governo. É inadmissível que a assembleia da república não dê uma resposta. Estamos preocupados que o novo hospital fique para a próxima legislatura, correndo o risco de voltar tudo para trás”.