Comentário semanal do deputado João Oliveira aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 11 Mar. 2020

O deputado João Oliveira, eleito pelo círculo de Évora da CDU à Assembleia da República, no seu comentário desta quarta-feira, 11 de março, abordou o mediatismo e o alarmismo criado em torno do COVID-19 e as proporções que a epidemia está a tomar.

João Oliveira começa por abordar as questões em torno do mediatismo dado pela comunicação social, referindo que “eu separo o trigo do joio, a comunicação social não é toda igual, temos a comunicação social que fala sobre a realidade da vida das pessoas e temos a outra que faz o alarmismo e o sensacionalismo”.

O deputado considera que “tem de existir um tratamento responsável sobre as questões do COVID-19”, acrescentando que “temos alguns sinais de alarme público relativamente a esta questão”.

João Oliveira considera que “todos temos de estar alarmados, não podemos é agir de forma alarmante”, acrescentando que “estamos perante um problema de saúde pública e não podemos agir como se nada se fosse”.

O parlamentar refere que “o COVID-19 exige medidas que devem ser adequadas ao problema, garantindo a contenção e a limitação da propagação do vírus”.

Questionado sobre se as medidas adotadas são suficientes, João Oliveira refere que “não tenho razões para considerar o plano aprovado como errado, tudo indica que aquele conjunto de medidas são as adequadas para conter a propagação da doença”.

O deputado considera “que o encerramento de universidades porque existiram membros da comunidade académica infetadas é uma boa medida, prevenindo assim que mais pessoas contraiam a doença, no entanto temos casos em Coimbra e em Lisboa, que por autorrecriação decidiram suspender as aulas, com o que não concordo”.

Para João Oliveira “quando uma universidade decide fechar portas só porque sim, sem nenhuma indicação da DGS, muito provavelmente estará a tomar uma decisão errada, possivelmente é uma decisão desproporcionada face às necessidades que existiam, para além de ser uma decisão que induz o alarme e o pânico”.

João Oliveira é taxativo e afirma que “fechar sem indicações da DGS é completamente absurdo”, acrescentando que “todas as instituições públicas deviam abster-se de encerrar sem terem indicação da Direção Geral de Saúde”.

O deputado refere que “o encerramento de escolas só pode acontecer por indicação da DGS, o encerramento não pode acontecer para as pessoas andarem a passear na rua”.

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