Comentário semanal do deputado João Oliveira aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 11 Dez. 2019

O deputado João Oliveira, eleito pelo círculo de Évora da CDU à Assembleia da República, no seu comentário desta quarta-feira, 11 de dezembro, abordou o endividamento das famílias e as ambições do Ministro das Finanças para o orçamento.

Relativamente ao endividamento, João Oliveira considera que “temos de distinguir as coisas, pois não é tudo igual”, explicando depois que “pode existir crédito ao consumo que é feito de forma completamente desregrada, como pode também existir endividamento destinado a necessidades básicas dos cidadãos”.

Para o deputado “infelizmente na questão da habitação as pessoas não têm outra solução a não ser contrair créditos”, acrescentando que “os arrendamentos acabam por ser mais caros que adquirir casa própria, isto quando existe oferta para o arrendamento”.

João Oliveira considera que “nem todo o endividamento é tresloucado, se as pessoas se endividam na medida em que tem condições para pagar os seus créditos é aceitável”, no entanto, “o problema está nas situações em que as pessoas não têm rendimentos suficientes para pagar os seus créditos, e ainda assim, o crédito é lhes concedido”.

O deputado afirma que “o problema não é apenas das pessoas que contraem o crédito sem se acautelarem, o problema é também de quem concede os créditos sabendo que as pessoas não têm condições para o pagar”.

João Oliveira refere que “o endividamento das empresas é ainda mais problemático que o endividamento dos particulares”, explicando que o problema “é o crédito não ser considerado como um bem público”.

Segundo o deputado “enquanto os bancos funcionarem na lógica do máximo lucro, naturalmente que a tendência de concederem créditos de qualquer forma irá continuar a aumentar”. João Oliveira refere que “os bancos para emprestarem o dinheiro apenas precisam de ter 25% desse valor disponível, ou seja, existem aqui uma margem de negócio muito significativa, da qual os bancos não querem prescindir”.

Para o deputado “enquanto o setor público bancário não regular estas situações muito dificilmente se mitigará o problema do endividamento”.

Naquilo que concerne ás noticias avançadas de que o orçamento para 2020 será o menos ambicioso, João Oliveira considera que “se a menor ambição for relativamente ás metas do défice, estamos a falar de boas notícias para os portugueses”, acrescentando que poderemos ter “mais dinheiro para a saúde e para a educação, para as forças de segurança e para o investimento público”.

João Oliveira refere ainda que “a verdadeira ambição do ministro das finanças nos últimos anos tem sido a de conter ao máximo”, daí que “apenas na próxima segunda feira poderemos saber qual a verdadeira ambição de Mário Centeno”.

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