Estarmos na NATO "faz-nos aliados dos EUA, o que não invalida sermos parceiros da China" (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 09 abril, 2019

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, dia 9 de abril, fez o ponto de situação em relação ao BREXIT, falou sobre as declarações do ministro dos negócios estrangeiros, Augusto Santos Silva, sobre as relações com a China e finalizou a sua rúbrica semanal com uma abordagem ao pedido do Bloco de Esquerda para que se nacionalize o SIRESP.

Sobre o BREXIT, Carlos Zorrinho considera que “novidade apenas amanhã após o conselho de ministros que vai decorrer em Bruxelas”. O eurodeputado diz que “o Reino Unido pediu um adiamento, a europa pensa que adiamentos só com uma justificação, no entanto as reuniões prosseguem embora se saiba que a chegada a um acordo está muito difícil”. Na opinião do eurodeputado “neste momento estamos muito entre a possibilidade de um não acordo, de um acordo de saída embora complicado, ou então da possibilidade do Reino Unido continuar pela União Europeia”, onde segundo o eurodeputado “não está mal” e a maioria do povo inglês “já percebeu que não estão mal por aqui”.

Carlos Zorrinho considera que “devemos ter algum cuidado, pois não podemos humilhar os ingleses”, por não terem conseguido sair e “isso pode levar alguns a tomar decisões menos racionais”, o eurodeputado refere que “é necessária muita calma, no entanto esta semana será decisiva, uma vez que é necessário saber quem é que vai concorrer ás eleições europeias”.

Relativamente ás relações comerciais entre Portugal e a China e ás chamadas de atenção dos Estados Unidos, o eurodeputado considera que “Portugal sempre foi comerciantes em todo o mundo” e considera que “um dos nossos potenciais as relações com todos os países do mundo”. Embora Portugal seja um país médio na escala europeia e pequeno na escala mundial, Carlos Zorrinho aponta como grande vantagem económica “não fazermos relações únicas”, o facto de Portugal estar na NATO “faz de nós aliados dos Estados Unidos, mas isso não nos deve impedir de ser parceiros económicos da China”.

O eurodeputado finalizou a sua rúbrica semanal aos microfones da Campanário abordando o pedido por tarte do Bloco de Esquerda para que se nacionalize o SIRESP. Carlos Zorrinho afirma que “existem funções que competem ao estado, mas mais importante que a discussão sobre quem gere, é a qualidade com que gere”, posto isto o eurodeputado considera que “o SIRESP não pode falhar um minuto”, referindo que “espero que se tenha aprendido a lição com as falhas do passado”. Para Carlos Zorrinho “a forma como é gerido é uma questão ideológica, o importante é que não se verifiquem falhas”.   

 

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