“Este exemplo da ferrovia e dos comboios em Portugal não deixa ninguém bem na fotografia” (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 18 dezembro, 2018

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, dia 18 de dezembro, comentou a exoneração de José Pontes Correia, ex-diretor da CP, que terá lançado alertas sobre a segurança do material circulante, para dizer que “este exemplo, da ferrovia e dos comboios em Portugal não deixa ninguém bem na fotografia, sobretudo ninguém que tenha tido responsabilidades governativas em particular desde que começámos a ter mais recursos”.

Isto porque, na gestão nos fundos comunitários, “Portugal fez uma escolha e uma opção de um desenvolvimento que é muito importante para nós”, que é o caso “da rodovia, das autoestradas, da melhoria das estradas”, porém, “há duas áreas de facto, em que não apostámos bem”, uma vez que “hoje sabemos que estamos a perder muitos turistas e muitas oportunidades por termos um aeroporto que apesar de ser muito central não é suficiente, e temos uma rede ferroviária degradada”.

Sobre o caso em concreto, Carlos Zorrinho refugia-se num provérbio popular, para dizer que “casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”, visto que a CP “atingiu uma situação de muita dificuldade”. O eurodeputado acrescenta ainda que, fora esta situação, “a estrutura ferroviária em Portugal está muito degradada”.

Sobre o “alerta vermelho” do Governo, face à manifestação convocada para a próxima sexta-feira, que pretende imitar o movimento dos Coletes Amarelos em França, Carlos Zorrinho considera que é motivo para tal, apesar da “espectativa de que a manifestação não seja muito grande”, porque “a associação do PNR, um partido de extrema-direita, fascista mesmo, a esta manifestação” causa alertas.

Por outro lado, “a manifestação ordeira, ainda que forte, dos cidadãos que consideram que se tem alguma coisa a reivindicar, faz parte da vida democrática”. Contudo, “o que é preciso é evitar que estas manifestações possam ser aproveitadas por grupos e pessoas que querem provocar a desordem”, ao mesmo tempo que “querem usar processos que estão para além daquilo que são as leis e normas democráticas”.

No que diz respeito ao caso de Tancos, onde os novos desenvolvimentos denunciam mais um militar envolvido que continua a monte, o socialista diz que “ainda bem que se descobriu”, pois este era “um mistério digno de um filme, mas não estamos no fim, mas sim na vida real”, onde a Polícia Judiciária “fez o seu trabalho”.

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