Comentário semanal do eurodeputado Nuno Melo aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 13 Fev. 2020

O eurodeputado Nuno Melo, eleito pelo CDS-PP, no seu comentário desta quinta-feira, dia 13 de fevereiro, abordou aos microfones da Rádio Campanário as questões sobre a eutanásia e a reunião agendada entre o PSD e o CDS-PP.

Sobre a temática da morte medicamente assistida, Nuno Melo começa por referir que “esta proposta demonstra as prioridades inversas do Partido Socialista e da esquerda em geral”.

O eurodeputado refere que “temos uma rede absolutamente insuficiente de cuidados paliativos, ou seja, infelizmente apenas nas grandes cidades existem cuidados paliativos com um investimento suficiente para que as pessoas possam viver sem dor”, acrescentando que “o estado investe insuficientemente nos cuidados paliativos, mas apressa-se a discutir o suicídio assistido”.

Nuno Melo considera que “penso que o estado se deve preocupar em primeiro lugar com aqueles que não querem morrer”, lembrando que “temos de perceber se aqueles que decidem que querem morrer, é uma decisão livre”.

O eurodeputado recorda que “na Bélgica e na Holanda chegámos ao absurdo de adolescentes pedirem ao estado para morrer”, apenas porque “estão deprimidas, e sabemos que a depressão é um estado reversível, pedem para se suicidarem”.

O SNS não foi esquecido, considerando Nuno Melo que o mesmo “existe para ajudar as pessoas a viverem, para as salvar, não para matá-las”, acrescentando que “não concordo que profissionais do SNS, que fizeram o juramento de Hipócrates, assistam outros a morrer”.

Para o eurodeputado “as declarações do PS são um perfeito disparate, não se pode dizer que a vida não é um direito absoluto, quando na realidade a vida é um direito absoluto”, referindo ainda que “a eutanásia é uma questão mais filosófica do que religiosa”.

Nuno Melo considera que “existe uma grande dificuldade em perceber se quando uma pessoa diz que quer morrer, está ou não num estado reversível”, acrescentando que “existem casos extremos de sofrimento em que até poderá ser aceitável a eutanásia, agora chegar ao ponto de vender em farmácias kits para que as pessoas se possam matar é absolutamente absurdo”.

O eurodeputado lembra que “a eutanásia tem sido utilizada como recurso para pessoas, que numa situação que dizem conscientes, decidem que querem morrer, referindo que “é impossível, por razões doutrinárias, o CDS ser a favor da eutanásia em qualquer caso que seja”.

Nuno Melo diz que “a vida não se referenda, mas no limite penso que o povo deve ser chamado a pronunciar-se”. O eurodeputado considera que “a eutanásia é uma questão que vai muito para além dos partidos, e como tal, em todos os partidos vão existir pessoas a favor e pessoas contra”.

No que respeita ao encontro entre o PSD e o CDS, agendado para o dia hoje, o eurodeputado refere que “o PSD é o parceiro natural do CDS, recordo que foi desta parceria que muitos bastiões do PS caíram”.

Para o eurodeputado “penso tratar-se mais de uma reunião de balanço”, considerando que “será a única forma do espaço político de centro direita vir a ser governo, porque sem somar os votos do PSD e do CDS quem exerce o poder vai ser o PS”.

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