“Existiu talvez algum excesso, por parte do nosso presidente da república na forma como se relacionou com Bolsonaro” (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 08 janeiro, 2019

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, dia 8 de Janeiro, abordou de uma forma generalista como 2019 não se avizinha um ano muito auspicioso, trazendo consigo muitas incertezas. Do mesmo modo, o eurodeputado abordou a forma como o Partido Socialista se irá “aguentar” neste ano eleitoral. Por fim, Carlos Zorrinho manifestou a sua opinião relativamente aos avanços no novo Aeroporto do Montijo bem como à presença do Presidente da República Portuguesa na tomada de posse do homólogo brasileiro Jair Bolsonaro.

Para Carlos Zorrinho, o ano não se avizinha muito auspicioso “sobretudo porque estamos a assistir á escala mundial a muitas modificações, comandadas pelo homem mais poderoso do mundo, o presidente Norte Americano.” “Incertezas essas que tem vindo a arrefecer a economia mundial, prova disso é que o preço do petróleo está a baixar, o que é bom no imediato, mas é um sinal de arrefecimento da economia.” Para o eurodeputado a eleição de líderes extremistas “provoca muitas incertezas e as economias abertas, como a portuguesa, não gostam dessas incertezas”. No entanto Carlos Zorrinho não entra em alarmismos uma vez que considera “que criámos nos últimos anos algum músculo contra as abanadelas”. O eurodeputado considera que a gestão cautelosa do governo “mantendo o sentido da justiça e reconhecendo que muitas classes profissionais tem razão, e que os salários em Portugal são baixos em algumas áreas” resulta de uma precaução contra uma eventual crise exterior.

Relativamente ao comportamento do Partido Socialista durante este ano eleitoral, Carlos Zorrinho, considera que “o PS tem de mostrar aos portugueses aquilo que é do interesse dos portugueses, ou seja, não pode ceder a todas as reivindicações” (…) “explicando que embora muitas delas justas e aceitáveis sejam impossíveis”.

Sobre o avanço no contrato entre o governo e a ANA Aeroportos sem que esteja concluído o estudo de impacto ambiental, o eurodeputado diz “o governo aceitará as obras de mitigação que esse estudo de impacto vier a recomendar” (…) “é muito raro existir uma objeção ambiental absoluta, existe uma base aérea militar no Montijo e o governo sabe o que está a fazer.” Carlos Zorrinho não deixa de lamentar a demora no arranque das obras “mas mais vale tarde que nunca, no entanto temos uma grande vantagem, que é o investimento ser feito pela concecionária.”

Relativamente à presença de Marcelo Rebelo de Sousa na tomada de posse de Jair Bolsonaro, o eurodeputado considera que “existiu talvez algum excesso, por parte do nosso presidente da república na forma como se relacionou com Bolsonaro, mas o facto de ter ido lá para a tomada de posse e ter convidado o presidente Brasileiro a visitar Portugal é completamente aceitável”. Carlos Zorrinho diz ainda “temos de ter capacidade para manifestar a nossa discordância em relação ás políticas que estão a ser postas em prática por Jair Bolsonaro, mas por outro lado existem as relações institucionais entre povos, Portugal tem uma proximidade muito forte com o Brasil” (…) “nós temos desenvolvido esforços na assinatura de um acordo comercial com a MERCOSUL.”

 

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