Comentário semanal do eurodeputado Nuno Melo aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 31 Out. 2019

O eurodeputado Nuno Melo, eleito pelo CDS-PP, no seu comentário desta quinta-feira, dia 31 de outubro, abordou aos microfones da Rádio Campanário a sua posição de voto relativamente aos salvamentos no Mediterrâneo, que tanta polémica e controvérsia tem gerado.

Nuno Melo começa por referir que toda a polémica é baseada “na cartilha mentirosa do Bloco de Esquerda (BE). Para o eurodeputado tudo “é uma mentira absurda”, uma vez que “eu votei a favor, fui favorável na proposta do PPE relativamente aos refugiados no mediterrâneo”.

O eurodeputado explica então que “existiam 4 propostas, uma delas era do PPE, obviamente que eu votei favoravelmente na do PPE”, acrescentando ainda que “mais de metade do parlamento europeu votou contra a proposta socialista”.

A proposta socialista “era má, pois pretendia equiparar ONG ligadas a pessoas de esquerda a estados”, considera Nuno Melo.

O eurodeputado refere que “a união europeia tem de ter fronteiras fiscalizadas como qualquer país”, acrescentando que “a União Europeia não é a casa da sogra, não pode entrar quem quer”.

Questionado pela RC sobre as críticas de que tem sido alvo, algumas do seu próprio partido, o eurodeputado refere que “não li críticas do meu partido, mas não me estranharia que existissem”.

Nuno Melo argumenta a sua posição com o facto de “quando eu voto não sei o resultado antecipado da votação”, acrescentando que “voto de acordo com os valores cristãos da proposta do PPE”, referindo que “votei a favor do salvamento das pessoas”.

O eurodeputado explica o seu voto “a favor do salvamento das pessoas no mediterrâneo na proposta do PPE, que foi a proposta onde participei”.

Nuno Melo refere que “para se manipular a ignorância alheia nas redes sociais fazem-se de coitadinhos com o coração apertadinho, mas não explicam que é uma resolução, ou seja podia ser aprovada por 100% que não ia surtir efeito nenhum”.

Relativamente ao conteúdo da proposta socialista, Nuno Melo considera-a “má”, uma vez que “não aceito uma União Europeia de fronteiras abertas”.  

O eurodeputado afirma que naquilo que respeita “ao salvamento de pessoas”, a proposta socialista e a proposta do PPE “não tinham diferenças”, divergiam nas questões das “fronteiras e da equiparação de ONG a estados”, e como tal “votei na proposta do PPE que para mim faz toda a diferença”.

Dadas as repercussões mediáticas que a sua posição de voto esta a ter, Nuno Melo considera que “as pessoas seguem a cartilha e não questionam, isto é, como ler o AVANTE e dizer que o que lá está escrito é uma lei”. Para o eurodeputado “na questão do salvamento só um louco é que seria contra salvar pessoas no mediterrâneo”.

Questionado pela RC sobre se voltava a repetir a sua posição na votação, Nuno Melo é categórico ao afirmar “voltava a votar da mesma forma”.

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