Comentário semanal do eurodeputado José Gusmão aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 25 Out. 2019

O eurodeputado José Gusmão, eleito pelo BE, no seu comentário desta sexta-feira, 25 de outubro, abordou aos microfones da Rádio Campanário o facto de os consórcios espanhóis estarem a adjudicar 70% das obras da ferrovia, falou sobre a saída de Mário Draghi e abordou algumas das alterações feitas na constituição do novo Governo.

Relativamente ás questões da ferrovia, o eurodeputado refere que “muita da ferrovia está anunciada faz muito tempo e tem sido sucessivamente adiada”, acrescentando que existe “um problema do setor industrial em Portugal”, justificando que “os sucessivos governos que desinvestiram no setor e a privatização de grandes empresas do setor” levam a que o país não esteja preparado para grandes obras.

José Gusmão afirma que “o Alentejo foi das regiões mais prejudicadas com esse desinvestimento, chegamos ao ponto de ter uma linha ferroviária em que para chegar ao Algarve somos obrigados a andar para trás”.

Para José Gusmão “é óbvio que países que investiram muito mais estejam melhor preparados para abraçar os concursos”. No entanto, o eurodeputado aponta também que “as regras da União Europeia também nos impedem de favorecer o setor ferroviário em Portugal”.

Como solução, o eurodeputado refere que “precisávamos de ter um modelo de investimento em obras públicas completamente inverso ao que foi posto em prática”, acrescentando que “existe também um problema mais de fundo, relacionado com as regras do mercado interno, que acaba por condicionar os mercados nacionais, tornando-os menos competitivos”.

Relativamente ao término do mandato de Mário Draghi, José Gusmão considera que “é indiscutível que as decisões que Mario Draghi tomou ao nível da política monetária, impediram o colapso do euro”.

José Gusmão refere que “na frase ‘salvou o euro’, eu apenas alteraria o ponto final por reticências, porque atualmente temos níveis muito baixos de crescimento, ou seja, numa eventual crise económica internacional o instrumento da política monetária já se encontra esgotado”.

Para o eurodeputado “a UE não tem capacidade para responder a uma nova crise económica internacional”, daí que “dizer que o euro foi salvo é precipitado, só se pode dizer isso se a UE vier a desenvolver instrumentos que assegurem duas coias. A primeira é uma resposta a novas crises económicas que não assente na austeridade, em segundo lugar uma política económica que assegure a convergência económica entre países”.

O eurodeputado terminou a sua rúbrica aos nossos microfones, abordando algumas das alterações que foram feitas na constituição do novo Governo.

José Gusmão refere que “a maior parte das pessoas que integram o parlamento não o integram pelo seu quadro profissional, mas sim num quadro de movimentos e convicções”, acrescentando que “a Assembleia da República ganharia com uma maior representatividade social”.

O eurodeputado revela-se “preocupado com algumas escolhas”, nomeadamente “na área do trabalho e da segurança social”, o que na sua opinião “refletem que António Costa não pensa alterar a legislação laboral.

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