Comentário semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 22 Out. 2019

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, 22 de outubro, abordou aos microfones da Rádio Campanário o processo do BREXIT, a polémica em torno do Secretário de Estado da Energia, os ataques informáticos a instituições públicas e ainda a constituição do novo Governo.

Relativamente ao BREXIT, o eurodeputado refere que “estamos muito expectantes”, acrescentando que “o parlamento europeu não quer uma saída do Reino Unido sem acordo”.

Para Carlos Zorrinho “neste momento o mais imprevisível são as autoridades inglesas, o Sr. Boris Johnson e o próprio parlamento inglês mudam as coias de momento para momento”.

Questionado pela RC sobre a possibilidade de um novo referendo, Carlos Zorrinho considera que “essa decisão neste momento está nas mãos do parlamento, sabemos que tem existido um braço de ferro naquela que consideramos a democracia mais elaborada do mundo”.

Na sua opinião, Carlos Zorrinho “gostaria muito que existisse um referendo, gostaria muito que o Reino Unido continuasse na União Europeia”, acrescentando que “muitos dos dossiers importantes do parlamento europeu estão parados, porque não podemos avançar sem que se clarifique esta situação do Reino Unido”.

Relativamente ás polémicas em torno do Secretário de Estado da Energia, que aprovou a concessão da exploração de lítio em Cepeda, Carlos Zorrinho começa por referir que “não conheço o dossier, não sei se existiam outras candidaturas”.

O eurodeputado refere que “o facto de ser uma empresa recente, se ela apresentar garantias, competências e capacidade e cumprir todas as regras da concessão, penso que não existe nenhum problema”.

Para Carlos Zorrinho “o mais importante é que não deixemos de explorar um recurso tão importante, como é o caso do Lítio”, acrescentando ainda que “mais importante que as empresas terem grandes lucros é que os planos de intervenção garantam que no final da exploração todo o contexto ambiental fique totalmente reposto”.

Questionado pela RC se a empresa em causa, com a apenas 3 dias, consegue dar essas garantias, Carlos Zorrinho considera que “a questão não tem que ver com os dias da empresa, mas sim com a sua competência”.

O eurodeputado considera que “se existiu algum processo menos claro, certamente que outros profissionais irão a jogo, certamente que impugnarão o concurso ou a concessão”.

Naquilo que concerne ás problemáticas dos ataques informáticos, o eurodeputado considera que “é um problema de segurança nacional e mundial”, lembrando que “o que acontece é um braço de ferro entre as autoridades e aqueles que exploram este admirável mundo novo, tentando furar o sistema”.

Carlos Zorrinho considera que “é muito urgente fazermos um investimento ao nível da cibersegurança”, acrescentando que “os chineses, os americanos e os sul coreanos estão muito mais evoluídos nestas áreas que os europeus”.

No caso português, Carlos Zorrinho refere que “neste novo governo, noto, que o número 2 para além de ministro da economia é também ministro da transição digital”, o que pode significar uma aposta nessas áreas.

O eurodeputado terminou o seu comentário semanal a esta estação emissora, abordando a constituição do novo Governo. Carlos Zorrinho considera que “o governo não é grande nem pequeno pelo número de ministérios que tem, o governo tem de ser eficaz, 7 milhões de euros do ponto de vista de um ministério é pouco significativo”.

Para o eurodeputado “se o governo for eficaz e eficiente o facto de ter 50 secretários de estado não é fundamental”, acrescentando ainda que “é normal que os governos vão sofrendo alterações, veja-se o caso do governo anterior que teve imenso sucesso, mas ao longo dos 4 anos foi sofrendo remodelações e alterações, faz parte da vida política”.

Relativamente a um possível acordo, que foi rejeitado com o BE, Carlos Zorrinho explica que “a poção mágica que o BE queria acordar era contrário ao programa do PS”, justificando que “um partido como o PS, que teve 38% dos votos, não pode fazer acordos com um partido que não partilha do mesmo programa governamental”.

Comparativamente ao mandato anterior, o eurodeputado refere que “na passada legislatura existiam muitos pontos em que estávamos todos de acordo, agora que todas essas dificuldades foram ultrapassadas temos de falar de um modelo de desenvolvimento para o país”.

Para Carlos Zorrinho “este governo não vai ser um governo fechado, vai aproveitar o melhor que cada um tiver para dar”.

Veja também...

Histórico de Notícias

« Novembro 2019 »
Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom
        1 2 3
4 5 6 7 8 9 10
11 12 13 14 15 16 17
18 19 20 21 22 23 24
25 26 27 28 29 30