Hospital de Évora “tem servido mais de propaganda do que investimento estruturante”, diz João Oliveira no seu comentário semanal (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 24 janeiro, 2018

O deputado João Oliveira, eleito pelo círculo de Évora da CDU à Assembleia da República, no seu comentário desta quarta-feira, 24 de Janeiro, começou por falar sobre os desempregados de longa duração, que pode chegar a 13 mil portugueses a receber subsídio extra, uma medida que “corresponde a uma proposta do PCP no Orçamento de Estado para 2016”, em que, o elevado número de “trabalhadores sem emprego e sem subsídio de desemprego” motivou a procura desta solução, acrescentou.

Entretanto, foi constatado que “os critérios não estavam a abranger toda a gente [elegível]”, ao requerer um ano sem subsídio de desemprego, daí, para o OE de 2018 “o PCP propôs reduzir para seis meses o prazo” de forma a abranger mais rapidamente os desempregados sem subsídio, dos quais 13 mil serão notificados já em Janeiro.

Questionado sobre o aumento dos juros da dívida, João Oliveira sustenta que “é um problema estrutural do país e que se mantém”, sustentando que o Governo o “continua a empurrar para a frente como se não fosse um problema”, referindo que “temos mais de 100% de divida, o que torna a torna num problema sério”.

“Começa a chegar ao fim o programa que o Banco Central Europeu lançou de compra de títulos dívida”, referiu João Oliveira, lamentando que “passemos a estar à merce dos especuladores”.

No que diz respeito ao desenvolvimento das questões do Hospital Central de Évora, recentemente divulgado um montante de 40 milhões para o avanço do processo, João Oliveira diz que a divulgação do montante “não surpreende nem nos descansa”, considerando que o novo Hospital de Évora “tem servido mais de propaganda do que investimento estruturante que deve ser”.

“Nem o [Governo] anterior nem o atual conseguiram resolver o financiamento comunitário”, afirmou o comentador da RC, acrescentando que o anúncio feito por António Costa em Évora “significa que não vamos ter Hospital a começar a ser construído nesta legislatura”, justificando que “a burocracia que é necessária para construir o hospital só começaria a ser tratada em 2019, ano de eleições”.

Sobre a possibilidade do Bloco Central entre PS e PSD, algo que os socialistas “preferem” os atuais parceiros (BE e CDU), João Oliveira diz que toda esta questão surge “das eleições no PSD e do Partido estar a tentar recuperar o espaço que perdeu do ponto de vista politico para voltar ao poder e voltar a fazer as malfeitorias que fez aos portugueses”.

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