02 Jul. 2020
Augusta Serrano
Notícias
17:00-19:30

Comentário semanal do eurodeputado José Gusmão aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 07 Fev. 2020

O eurodeputado José Gusmão, eleito pelo BE, no seu comentário desta sexta-feira, 7 de fevereiro, abordou aos microfones da Rádio Campanário o resultado da votação final do Orçamento do Estado.

O eurodeputado começa por referir que “vários partidos não estiveram ao nível dos compromissos que assumiram”, uma vez que, “tinham no seu programa a redução do IVA da eletricidade, foram votados pelos eleitores que acreditaram nessas propostas e deixaram-se intimidar pela pressão que o Governo colocou sobre o tema”.

José Gusmão considera que “os argumentos ambientais sobre o IVA da eletricidade são ridículos”, referindo também que “as contrapartidas exigidas pelo PSD, do nosso ponto de vista eram inaceitáveis”.

Para o eurodeputado “o PSD retirou todas as contrapartidas que afetavam os serviços públicos, logo aí existiram duas coias estranhas que aconteceram, a primeira passou pela abstenção do PCP na norma dos gabinetes e depois o PSD usou a queda da norma dos gabinetes como pretexto para retirar a sua proposta”.

José Gusmão afirma que “a norma dos gabinetes era um exercício de contabilidade criativa, falávamos de um total de 8M de euros, que no conjunto do Orçamento do Estado era absolutamente insignificante”.

Por seu lado “o comportamento do CDS em todo este projeto é muito difícil de compreender, uma vez que, veio em auxílio do Governo”, declara.

 O eurodeputado refere que “o PAN e Joacine Katar Moreira entraram em direta contradição com as posições que defenderam”, acrescentando que o BE “fez um derradeiro esforço, uma vez que o PSD estava disponível para aprovar a proposta com entrada em outubro”. No entanto, segundo José Gusmão, “é aqui que temos muita dificuldade em compreender a posição PCP, uma vez que, perante o chumbo da sua proposta o PCP preferiu chumbar a ver aprovada a proposta que entraria em vigor em outubro”.

Questionado pela RC sobre o facto de o BE ter sido surpreendido, José Gusmão considera que “sim”, explicando depois que “fomos surpreendidos por todos os grupos parlamentares, com exceção do PS que foi sempre fiel ás suas posições nesta questão”.

O eurodeputado refere que “sentimos que existem 3 partidos que violaram por completo os seus compromissos, que são CDS, o PAN e a deputada independente do Livre”, afirmando que “o CDS perdeu toda a legitimidade para falar sobre este tema”.

José Gusmão considera que “existiram forças políticas que tiveram medo de um cenário dessa natureza”, referindo que “o PS nunca deitaria abaixo o governo por causa desta medida, uma vez que em pleno resgate da TROIKA o PS defendia esta medida com os mesmos argumentos agora apresentados pela esquerda”.

Sobre as negociações que decorreram entre o Governo e os partidos, o eurodeputado afirma que “o PCP trocou com o PS o IVA da eletricidade por propostas que têm muito menos impacto social”.

Para José Gusmão “o PCP já tinha garantido uma grande parte das medidas antes da negociação da especialidade”, referindo que “a única explicação que encontro para a posição que o PCP acabou por ter, passa pelo objetivo de dar a mão ao PS”.

O eurodeputado afirma que “espero que o PCP tenha feito isso com contrapartidas muito sólidas”, acrescentando que “acredito que o PCP não deixou cair a medida de animo leve”.

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