Comentário semanal do eurodeputado Nuno Melo aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 30 Jan. 2020

O eurodeputado Nuno Melo, eleito pelo CDS-PP, no seu comentário desta quinta-feira, dia 30 de janeiro, abordou aos microfones da Rádio Campanário o BREXIT, o resultado do congresso do CDS-PP e toda a polémica em torno da proposta do Livre e consequente resposta de André Ventura.

Naquilo que respeita ao BREXIT, o eurodeputado refere que “inicia-se agora um período de negociações que vai decorrer até ao final do ano, onde será decidido o envelope financeiro a pagar pelo Reino Unido”. Para Nuno Melo “existem muitas questões sensíveis por resolver, este dossier está longe de estar encerrado”.

Convidado pela RC a abordar os resultados do congresso do CDS-PP, Nuno Melo começa por referir que “o Francisco ganhou com toda a justiça foi a votos e foi o mais votado”, acrescentando que “apoiei o João Almeida por uma razão muito pragmática, que passa pelo facto de eu ver vantagens em que o presidente do partido possa ser deputado, no entanto reconheço qualidades ao Francisco”.

Para o eurodeputado “Francisco quererá ter uma nova visão do partido, uma visão doutrinária mais firme, mas ao mesmo tempo mais apelativo”.

Nuno Melo explicou as suas declarações onde referia que era preciso ter cuidado com as palmadinhas nas costas, referindo que “o Francisco ganhou com toda a justiça, levou um conjunto de pessoas que estiveram com ele desde o primeiro momento, no entanto existiu uma ou outra pessoa que disse durante algum tempo que o Francisco não tinha qualidades ou condições para liderar o partido, mas assim que contaram os votos apressaram-se a dar os primeiros abraços”.

Para o eurodeputado “é preciso muito cuidado com aqueles que na primeira oportunidade viram a casaca”.

Sobre o voto de condenação proposto pelo PS a André Ventura, depois das declarações sobre Joacine Katar Moreira, o eurodeputado refere que “eu não vi uma posição idêntica dos deputados do PS, relativamente a uma autarca socialista que propôs a repatriação dos brasileiros que votaram no Bolsonaro”.

Para Nuno Melo “a proposta da Joacine e do Livre é absolutamente estúpida e disparatada, se assim fosse tínhamos de ver a uma escala global todos os bens de países que estão noutros países”.

O eurodeputado frisa que “não vi o Livre reclamar pelo património português que foi levado pelos franceses durante as invasões napoleónicas”, ou “reclamar as compensações para aqueles que nasceram em Angola e Moçambique, que nunca conheceram outro território, mas pela simples circunstância de serem brancos foram espoliados de tudo o que lhes pertencia”.

Sobre o tema racismo, Nuno Melo considera que “a extrema esquerda esgotou as propostas, então tenta arranjar uma agenda fraturante para estar na ordem do dia”, lembrando que “se pensarmos um pouco, encontramos racistas em todos os países do mundo, desde logo em África também existem”.

Para o eurodeputado “Portugal não é racista, somos um povo acolhedor, o nosso Primeiro Ministro não é propriamente caucasiano, o nosso Presidente da República tem origens africanas”.

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