"João Miguel Tavares fez bem quando falou nas diferenças entre os que tem acesso a tudo e os que não tem acesso a tudo" (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 11 junho, 2019

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, dia 11 de junho, abordou aos microfones da Rádio Campanário os discursos que marcaram as comemorações do dia de Portugal, a votação parlamentar marcada para hoje sobre a nova lei de bases da saúde e ainda as notícias que têm vindo a público sobre Constâncio saber dos problemas de Berardo e ainda assim lhe ter dado luz verde aos créditos.

Relativamente aos discursos do Presidente da República, marcado por apelas a uma maior serenidade e ética, Carlos Zorrinho considera que “o professor Marcelo Rebelo de Sousa disse de uma forma muito frontal, que existindo uma crise na direita ele de alguma maneira iria fazer algo para ocupar esse espaço”. O eurodeputado considera que o Presidente da República “está a dar voz aos eleitores que não se sentem reconhecidos”, acrescentando que “em democracia é normal que existam eleitores assim”.

Carlos Zorrinho refere ainda que a escolha do organizador, “um homem de centro direita”, acaba também por salientar esta tentativa de o presidente ocupar o espaço vazio que a direita está a deixar. O eurodeputado afirma ainda que “é um certificado de alguma fragilidade da direita que o Presidente da República está passar”, fazendo votos que “espero que seja uma fragilidade momentânea, pois considero ser importante que existam partidos fortes em democracia”.

No que respeita ao discurso do presidente da comissão organizadora, João Miguel Tavares, o eurodeputado realça o apelo “ás diferenças entre aqueles que tem acesso a tudo e aqueles que não tem acesso a tudo”, no entanto, Carlos Zorrinho não concorda com a frase “elite são representantes da classe política”, considerando que existem no país “muito mais elites para além da classe política”.

Questionado pela Rádio Campanário sobre se a escolha do presidente da comissão organizadora das comemorações terá sido para contrabalançar o facto de ter referido que existiu uma derrota da direita, Carlos Zorrinho considera que “a escolha teve mais relacionado com o facto de ser um portalegrense”, acrescentando que “o Presidente da República está a ocupar o seu espaço natural”.

Relativamente às votações no parlamento para a nova lei de bases da saúde, Carlos Zorrinho considera que “a proposta do Partido Socialista, faz um avanço importante nas condições e no acesso das pessoas aos serviços de saúde”, acrescentando que “se a parceria publico privada for benéfica não deve ser cortada por ser uma parceria público privada”. O eurodeputado refere ainda que “sempre que for útil para os utentes, sempre que não for mais caro, devem ser postas em prática as PPP”.

O eurodeputado finalizou a sua rúbrica aos nossos microfones abordando as notícias que dão conta do conhecimento de Constâncio sobre a falta de condições de Berardo nos financiamentos que lhe foram concedidos. Para Carlos Zorrinho “o Banco de Portugal tem um papel muito genérico, solicita muitos estudos, muitos pareceres, mas nos momentos críticos não tem tido uma ação muito forte”.

Carlos Zorrinho considera ainda que “alguma coisa tem de ser melhorada, o supervisor tem de ser mais acutilante”.

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