Comentário semanal do deputado João Oliveira aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 27 Nov. 2019

O deputado João Oliveira, eleito pelo círculo de Évora da CDU à Assembleia da República, no seu comentário desta quarta-feira, 27 de novembro, abordou a redução da taxa de pobreza em Portugal, ainda que se registe um aumento entre os empregados, o facto de a classe média e baixa contratar mais seguros de saúde e ainda a redução do IVA na fatura da eletricidade.

Para João Oliveira “a redução da pobreza entre os trabalhadores está muito longe dos níveis que eram precisos”, acrescentando ainda que “alguém empobrecer a trabalhar é das coisas mais dramáticas que podem acontecer”.

O deputado refere que “mesmo trabalhando e ganhando um salário, esse salário acaba por ser tão baixo que as pessoas empobrecem”, não esquecendo que “a pobreza entre os idosos e os reformados é também uma evidência”.

 João Oliveira refere que “os dados do INE relativamente ás distribuições dos rendimentos, mostram que uma grande parte das micro e pequenas empresas existe apenas para assegurar os salários aos seus funcionários”, contrapondo que “onde se verifica a realidade esmagadora dos salários baixos é nas grandes empresas”. O deputado exemplifica com “o turismo é dos setores mais flagelados com esta circunstância, onde as pessoas são contratadas quase na hora, trabalham muitas horas e são mal pagos”.

Relativamente ao facto de a classe média e baixa serem as que contratam mais seguros de saúde, João Oliveira considera que “tem que ver com a forma como as pessoas são mais facilmente enganadas”.

O deputado refere que “conheço inúmeras situações em que os bancos impingem créditos ás pessoas”, acrescentando que “na maior parte das vezes as pessoas só se apercebem que contrataram um seguro de saúde quando lhes aparece a fatura para pagar”.

As questões da redução da fatura da eletricidade também foram abordadas pelo deputado, referindo que “respeito as aspirações do ministro das finanças, mas respeito ainda mais as condições de vida do povo português”.

João Oliveira lembra que “Portugal é dos países com os custos de energia mais elevados”, explicando depois “o que se pretende é que se reponha a taxa que existia, apenas na altura da TROIKA, é que foi isto foi alterado para os 23%, como se a eletricidade fosse um bem de luxo”.

Questionado pela RC sobre a posição do PSD, João Oliveira é taxativo e afirma que “não acredito que o PSD se venha a juntar aos partidos de esquerda neste tema”, justificando que “no dia 5 de julho discutimos essa redução, pelas 13H00 o PSD não permitiu que essa proposta fosse aprovada, pelas 15H00 do mesmo dia o presidente do PSD anunciava que pretendia baixar a taxa do IVA”.

Para João Oliveira, “se o ministro Mário Centeno estiver realmente preocupado com as contas públicas, pode ir buscar a receita junto dos grandes grupos como a SONAE, Pingo Doce e Continente, que não pagam um tostão de impostos em Portugal”.

O deputado considera que “se todos os grandes grupos económicos pagaram os seus impostos em Portugal, ainda sobra dinheiro para repor a taxa do IVA na eletricidade”.

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