Comentário semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 12 Nov. 2019

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, 12 de novembro, abordou aos microfones da Rádio Campanário o início das negociações com vista ao orçamento de estado, os resultados das eleições em Espanha e ainda o fim dos chumbos no básico.

Para Carlos Zorrinho o início das negociações com vista ao orçamento de estado “é uma excelente notícia”, explicando depois que “os portugueses decidiram não atribuir maioria a nenhum partido, independentemente disso o PS já tinha dito que iria partilhar e integrar todos os partidos no diálogo parlamentar”.

O eurodeputado considera “importante que os orçamentos tenham uma base social de apoio o mais alargada possível”.

Carlos Zorrinho refere que “os temas em debate são bons temas, o tema do investimento é crucial”.

Relativamente ás questões do IRS, o eurodeputado considera que “a cobrança do estado tem de ser um instrumento para combater as desigualdades”, acrescentando que “a questão do IRS tem que ver com os escalões, se existe ou não uma redução global do volume cobrado”.

Questionado sobre eventuais cedências por parte do PS, Carlos Zorrinho refere que “é óbvio que os partidos que vão negociar com o PS, para viabilizarem o orçamento, vão ter de dizer ao seu eleitorado que conseguiram impor algumas das medidas que tinham no seu plano eleitoral”. No entanto “penso que é muito cedo para avançar quais as medidas que vão avançar”, refere.

Carlos Zorrinho acha que “vai existir bom senso e que o orçamento será viabilizado, nem todos os votos da esquerda serão contra”.

Relativamente ás eleições em Espanha o eurodeputado refere que “a história espanhola é um pouco recente”, acrescentando que “a nossa democracia cresceu melhor que a espanhola”.

Para Carlos Zorrinho “os espanhóis não desenvolveram o hábito de realizar acordos, espero que estas situações sirvam para tirar algumas conclusões”, acrescentando que “era mais viável o parlamento anterior ter realizado um acordo de governação, do que este parlamento agora eleito”.

O eurodeputado considera que “a situação política em Espanha está neste momento um pouco mais clarificada”, pese embora o crescimento da direita “que atuam em rede e colaboram entre eles”.

Carlos Zorrinho refere que “existem duas soluções governativas para a Espanha”, explicando depois “uma será um governo do Partido Socialista Espanhol com a abstenção do PP”, enquanto a outra “é um trilho muito complexo, que passa por juntar o PSOE, o Podemos e os nacionalistas não independentistas e tentar formar um governo”.

O deputado finalizou a sua intervenção aos microfones da RC, abordando o fim dos chumbos no básico.

Para Carlos Zorrinho “a verdade é que a retenção não resolvia grande coisa”, referindo que “o chumbo não era uma forma de os alunos serem preparados”.

O eurodeputado considera “mais eficaz” realizar “um acompanhamento mais personalizados, com turmas mais pequenas e professores mais motivados”.

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