Comentário semanal do eurodeputado Carlos Zorrinho aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 26 Nov. 2019

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, 26 de novembro, abordou aos microfones da Rádio Campanário a ameaça da oposição em fazer descer o IVA da eletricidade, algumas das problemáticas das forças de segurança, as medias contra a violência doméstica, o facto de Portugal ter falhado a meta de ter 40% da população diplomada até 2020 e ainda as conquistas de Jorge Jesus.

Relativamente ao facto de a oposição ameaçar descer o IVA da eletricidade, o eurodeputado explica que “dado que não existe nenhum acordo prévio com os partidos, estes orçamentos vão implicar negociações muito duras”.

Para Carlos Zorrinho é necessário que “o governo explique aos portugueses o que significa esta medida, que certamente todos gostariam”.

Lembrando que “existem muitos serviços públicos que precisam de financiamento”, o eurodeputado não deixa de referir que “sou totalmente a favor de que as pessoas mais pobres e aqueles que vivem com mais dificuldades beneficiem de tarifas sociais na área da energia”, no entanto. “é preciso explicar que uma parte daquilo que pagamos serve para abater o défice tarifário”. Para Carlos Zorrinho “ao cobrarmos menos o défice tarifário irá subir e mais tarde iremos pagar um preço sobre isso”.

O eurodeputado refere que “o Governo vai ter de perguntar ao PSD onde é que vai buscar esta receita”.

Naquilo que concerne ás manifestações das forças de segurança e ao anúncio de que Mário Centeno trava curso para formar 200 GNR, prometidos em maio, o eurodeputado considera que “temos de ser muito cuidadosos, Portugal é dos países mais seguros do mundo, isso contribui para atrair cada vez mais turistas”, acrescentando que “essa segurança em muito se deve ás nossas forças de segurança, portanto temos de os ouvir com muita atenção”.

Carlos Zorrinho refere que “é preciso muito cuidado com as infiltrações que existem, não só em Portugal, mas as forças de segurança são um território fácil e propicio a que isso aconteça”, justificando que “para que isso não aconteça temos de ser muito transparentes com as forças de segurança”.

O eurodeputado considera que “não é nada bom que existam este tipo de atrasos burocráticos na formação de novos guardas”.

A violência doméstica também esteve em destaque aos microfones da Campanário, levando Carlos Zorrinho a considerar que “o Governo em conjunto com a sociedade civil deve encetar esforços para desenvolver medidas que protejam todos aqueles que estão em situação de risco”.

O eurodeputado refere que “cada um de nós tem de ter mais consciência e participar mais ativamente no reforço para que estas situações não se verifiquem”, exemplificando “cada vez que assistimos a um caso de violência doméstica, aparecem logo os vizinhos a dizer que já sabiam que ia acontecer, por isso temos de ter atitudes que ajudem a precaver este tipo de situações”.

Relativamente ao país ter falhado a meta dos 40% da população diplomada em 2020, o eurodeputado considera que “é necessário verificar porque é que isso acontece”.

Para Carlos Zorrinho “existiu um período em que se verificou uma queda das expetativas em relação ao emprego, criou-se a ideia de que ser licenciado ou mestrado não era uma porta para o emprego”, acrescentando que “isso não é verdade”.

O eurodeputado considera que “temos de resolver as problemáticas que afetam alguns estudantes que tem dificuldade em assegurar o financiamento necessário para os seus estudos, e outras relacionados com o alojamento”.

Carlos Zorrinho afirma que “uma licenciatura não é um passaporte para emprego, mas é o melhor passaporte para o emprego”.

Relativamente ás conquistas de Jorge Jesus, o eurodeputado refere que “é muito bom sempre que um português atinge o sucesso”, acrescentando que “sempre o achei um homem humilde”.

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