21 maio, 2018
Augusta Serrano
Notícias
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Juntar as legislativas e as europeias “parece-me um absurdo qualquer”, diz António Costa da Silva (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 09 abril, 2018

O deputado António Costa da Silva, eleito pelo círculo de Évora do PSD à Assembleia da República, no seu comentário desta segunda-feira, dia 09 de abril, começou por falar da contenção orçamental, para depois comentar a possibilidade de consensos ou de um Bloco Central, entre PS e PSD. Sobre a possibilidade, avançada por Mário Centeno, de juntar as legislativas e as europeias, o deputado social-democrata considera um “absurdo”, terminando a sua rúbrica semanal a falar sobre a prisão do ex-presidente do Brasil, Lula da Silva.

O deputado do PSD, António Costa da Silva, comentou as declarações de Mário Centeno, sobre a necessidade de contenção orçamental, dizendo que “há um lado que eu concordo, que é o aspeto das contas públicas saudáveis”, pelo que “terá o apoio do PSD”. Contudo, voltou a salientar que “a carga fiscal aumentou brutalmente, ou seja as pessoas tiveram, de facto, mais rendimento disponível, mas acabaram por perder esse rendimento pela via da carga fiscal indireta”, acrescentando ainda que “o investimento público parou”. Colmatando esta análise ao dizer que “quando aos funcionários públicos, o sinal que o ministro Centeno está a dizer, aos professores e outros, é que não possam contar muito com ele”.

Sobre se o PSD concorda ou não com esta contenção, ou seja, com as linhas orientadoras de Mário Centeno para as Finanças Públicas, António Costa da Silva diz que “não, o PSD concorda [apenas] com as contas públicas saudáveis”, mas “não com a metodologia”.

Confrontado com a possibilidade de vir a existir um Bloco Central nas próximas eleições legislativas, o deputado do PSD acha que “não faz sentido nenhum”. Explicando que os entendimentos entre os dois partidos, PSD e PS, não vão além das questões sobre a atribuição de fundos comunitários e das matérias da descentralização, ainda em discussão.

Ao comentar a possibilidade de fazer coincidir as eleições legislativas e europeias, avançada também por Mário Centeno, o social-democrata, António Costa da Silva, considerou “não faz sentido nenhum”, afirmando que essa hipótese “parece-me um absurdo qualquer”. “Nunca gostei destas misturas das eleições europeias com as eleições nacionais”, acrescentou.

Por fim, António Costa da Silva comentou a prisão do ex-presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, dizendo que “o Lava-Jato não está separado de políticos portugueses”, deixando uma ressalva sobre o funcionamento da justiça no Brasil, ao afirmar que “sinceramente, tenho muita dificuldade em perceber a lógica da justiça brasileira”, pois “é muito diferente daquilo que são os processos em Portugal”. Contudo, “tendo em conta a dimensão do problema e a dimensão daquilo que foi a roubalheira, porque parte dela está comprovada, da roubalheira Lava-Jato” considera que “se há políticos culpados e há indícios fortes de que são corruptos, que sejam presos”, “se há provas concretas que Lula da Silva corrompeu, que seja preso”.

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