"Mais que a redução do défice para 0.4% do PIB, destaco o crescimento de 3.5% que permite equilibrar tudo" (c/som)

Revista de Imprensa 24 Set. 2019

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, 24 de setembro, abordou aos microfones da Rádio Campanário o défice de 0.4% do PIB, os valores apontados pelas sondagens para as legislativas, o aumento da despesa com médicos contratados, a greve dos registos e notariado e ainda a notícia avançada pelo CM sobre os “milhões a arder no turismo”.

Carlos Zorrinho começa por referir que “em primeiro lugar é preciso dizer que o calendário dos indicadores do INE estava predefinido faz muito tempo, é um calendário fixo”, descartando assim qualquer tipo de aproveitamento político por parte do partido socialista para as legislativas com os dados divulgados.

O eurodeputado não deixa de notar que “é pena que estes dados apenas sejam conhecidos agora”, justificando que “os bons dados servem para atrair mais investimento, e quanto mais cedo fossem divulgados melhor seria para Portugal”.

Carlos Zorrinho considera que “mais que o défice, destaco o valor simbólico de termos crescido 3.5% (…) o que é muito importante, isto nunca tinha acontecido desde que entrámos no euro”. O eurodeputado lembra que “durante muitos anos dizíamos que tínhamos que crescer acima dos 3%, pois é o nível de crescimento que depois equilibra tudo”, agora “3.5 é um número muito interessante que me deixa muito feliz, mostra que nestes últimos 4 anos não só recuperámos a confiança como mostra que Portugal está melhor preparado para o futuro”.

Relativamente aos dados avançados pelas sondagens para as legislativas, Carlos Zorrinho refere que “estamos a 15 dias das eleições, a verdadeira sondagem é a sondagem das urnas, aquilo que eu sinto é que a grande maioria dos portugueses quer que o partido socialista ganhe as eleições, depois temos aqueles que têm a duvida se é melhor o PS ganhar com maioria absoluta ou sem maioria”.

Durante esta semana foi também conhecido que a despesa com médicos contratados aumentou, o que para Carlos Zorrinho “não é uma solução estrutural, é a solução possível, o remendo”.

O eurodeputado considera que “a solução passa por renovar, temos cada vez mais médicos com idade avançada”, apontando “carência de médicos, os concursos também não têm surtido o efeito desejado, na medida em que as ofertas remuneratórias não são muito apelativas”. Carlos Zorrinho lembra que “muitos médicos que especializamos vão para o estrangeiro ou para o privado”, acrescentando que “é necessário olhar para o SNS e perceber os reais problemas”.

Para Carlos Zorrinho “o problema do SNS ao contrário daquilo que muita gente diz não é falta de dinheiro, é estrutural”, referindo que “temos de trabalhar sobre isso”.

A greve dos trabalhadores dos registos e notariados é para Carlos Zorrinho “um sinal de vivacidade da sociedade portuguesa”, pese embora “mostrem algum descontentamento é um sinal que as pessoas têm ambição de ter uma vida melhor”.

O eurodeputado justifica estas greves com o facto de “ao perceber que o país vai tendo mais riqueza, vai crescendo mais, vários setores da sociedade procuram obter melhores condições, no fundo é um processo político normal”.

Por fim, e relativamente às noticias do CM sobre “Milhões a arder com falências no turismo”, o eurodeputado considera que “essas noticias tem a ver com um caso muito concreto de uma empresa da velha geração, pode ser interpretada como um sinal de mudança no setor, ou seja, o turismo da nova geração têm de estar preparado para uma relação direta com os clientes, não foi um elefante branco que morreu, o que morreu foi um elefante velho”.

 

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