Maria Helena Figueiredo no seu comentário semanal declara que “ não se espere que o BE dê um apoio cego a todas as políticas que o PS pretende implementar.” (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 15 abril, 2016

A Coordenadora Distrital de Évora do Bloco de Esquerda (BE), Maria Helena Figueiredo, no seu comentário desta sexta-feira, dia 15 de abril, falou sobre a derrapagem do Orçamento de Estado, a grave falha de informação do regulador da Comissão do Banif, da demissão do antigo Ministro da Cultura e do Secretário de Estado de Desporto, tecendo ainda alguns comentários sobre a Operação Marquês.

Maria Helena Figueiredo expressou que neste momento há um arrefecimento geral na economia europeia, defendendo que “ a execução do Orçamento de Estado, nos dois primeiros meses foi mais favorável do que estava previsto mas a situação do país é muito triquilitante, temos uma grande fragilidade do sistema financeiro, as familías estão muito endividadas e o arrefecimento global da economia europeia é sempre um mau sinal para a economia portuguesa que é bastante pautada pelas exportações, portanto, esperemos que não hajam derrapagens perigosas e que não haja necessidade de um Plano B que se traduza em austeridade.”

Questionada sobre a consistência do apoio politíco do Bloco de Esquerda ao governo do Partido Socialista, declara que “ não se espere que o BE dê um apoio cego a todas as políticas que o PS pretende implentar.”

Relativamente à falha grave de informação do regulador da Comissão do Banif, a dirigente bloquista, afirma que “ o anterior Governo decidiu já ao atar das feridas manter o governador do Banco de Portugal, que se tem revelado mais um problema do que um instrumento de solução para o país, esta situação tem mesmo que acabar.”

Instada a comentar sobre os recentes pedidos de demissão apresentados pelo Ministro de Cultura e pelo Secretário de Desporto, Maria Helena Martins, refere que “  foram lamentáveis no caso concreto de, João Soares, que publicou um comentário na sua página de facebook há que relembrar que há regras no exercicío da democracia que não devem ser ultrapassadas e algumas respostas trauliteiras que de facto não calham bem.” Salientando que” nos dois casos não havia margem para que fossem tomadadas outras atitudes que não fosse a apresentação da demissão.”

No que concerne à Operação Marquês e ao processo envolto da nova contratação da antiga Ministra das Finanças, a Coordenadora Distrital do BE, assegura que “ estamos a falar de política de julgamento moral e ético de políticos e de facto quer o ex-Primeiro Ministro, quer uma ex-Ministra têm que ter um comportamento irrepreensível e neste caso parece-me que não foram irrepreensíveis.”

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