"Mário Soares dizia que a 'gerigonça' garantia a paz social, o que se vê agora é a maior contestação na rua em muitos e muitos anos" (c/som)

Revista de Imprensa 14 Mar. 2019

O eurodeputado Nuno Melo, eleito pelo CDS-PP, no seu comentário desta quinta-feira, dia 14 de março, abordou os mais recentes desenvolvimentos no processo do BREXIT, as declarações do Primeiro Ministro de Portugal sobre a renovação no PS e ainda as sucessivas greves no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Sobre os mais recentes desenvolvimentos no processo do BREXIT, Nuno Melo diz à Rádio Campanário que “todos os estudos mostram que mesmo com acordo a União Europeia e Portugal serão penalizados com o BREXIT”, alertando que “falamos de 60 milhões de consumidores, falamos de um parceiro comercial, falamos de um destino de muitos portugueses (a trabalhar e a residir), do ponto de vista geopolítico falamos do maior e mais poderoso exército da União Europeia, é um espaço que lidera muitas das investigações cientificas, posto isto, o BREXIT é uma tragédia muito grande para o Reino Unido e para a União Europeia”.

O Eurodeputado mostrou a sua convicção de que “o BREXIT terá impacto nas contas publicas portuguesas”, acrescentado que “o responsável pelas negociações já veio dizer que o acordo que está encima da mesa, já foi várias vezes alterado e é o último acordo não sendo suscetível de mais alterações. Isto leva-nos a um problema, mesmo que o Reino Unido decida uma saída com acordo isso não invalida que do lado da UE não possam existir mais alterações, ou seja, se este acordo não for aceite só resta o HARDBREXIT”.

Nuno Melo finalizou este tema aos nossos microfones, dizendo que “para mim a única solução neste momento passa por eleições antecipadas e um novo referendo. Isso é possível porque os trabalhistas através de Corbin, já manifestaram o desejo de eleições antecipadas e novo referendo. Mesmo do lado dos conservadores, muitos já defendem este cenário”.

Relativamente ás declarações de António Costa sobre o facto de o PS estar a renovar as caras nas europeias ao contrário de outros partidos, o eurodeputado considera que “é um argumento extraordinário, tendo em conta que temos um governo que desde 2015 repete as mesmas caras que no passado nos trouxeram de forma traumática a TROIKA e a bancarrota”.

Nuno Melo disse aos nossos microfones que “o Dr. António Costa e o Dr. Augusto Santos Silva são pessoas que se eternizam em cargos políticos desde os primórdios da democracia e, portanto, ter estas duas pessoas a falarem de renovação é mesmo para rir”.

Analisando as listas socialistas para as europeias, Nuno Melo considera que “nas listas ao parlamento europeu temos Pedro Marques, que de renovação não tem nada, foi o número 2 de José Sócrates, Pedro Silva Pereira foi o braço direito de Sócrates, Maria Leitão Amaro foi um dos pesos no governo de Sócrates, Carlos Zorrinho a mesma situação, posto isto pergunto renovação onde?”. O eurodeputado disse ainda que “o que acho grave, pois considero o lado ingrato da política, é a forma como tudo isto ofende Francisco Assis, que assim passa a ser uma cara velha e como tal foi encostado. Acontece que Francisco Assis, só por acaso, foi o cabeça de lista do PS em 2014 e venceu as eleições europeias, resultado que António Costa considerou de poucochinho, isto é muito ingrato porque assim percebemos que as coisas no PS se renovam em família ou dentro da nomenclatura socrática”.

Nuno Melo finalizou a sua rúbrica semanal na Campanário abordando as sucessivas greves dos diferentes profissionais de saúde em Portugal, dizendo que “eu recordo o Dr. Mário Soares, ainda vivo, que dizia que uma das grandes soluções da “gerigonça” era garantir a paz social em Portugal, o que se vê agora é que a paz social representa a maior contestação na rua vista em muitos e muitos anos”. O eurodeputado considera que “muita dessa contestação, e porque não somos ingénuos, parta das alas do PCP que está relacionado com muitos movimentos sindicais”, não deixando de referir que “temos uma situação que começa a prejudicar os utentes, isto é muito grave”.

O eurodeputado explicou à Campanário que “o governo diz que contratou muito médicos e que investiu muito na saúde, isso não passa tudo de conversa, quando reduziram o horário de trabalho na saúde para 35 horas fez com que muitos milhares de horas de cuidados de saúde desaparecessem, os médicos que foram injetados no SNS não serviram para compensar as horas da redução, e todas as horas acima das 35 passaram a ser pagas como extra, o que para um estado pré-falido (não nos podemos esquecer que a nossa dívida aumenta todos os dias 100 milhões de euros) significa problemas para os portugueses”.

                               

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