17 novembro, 2018
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Na “hora da verdade o PS penderá para a lógica do PCP, que não quer saber da concertação social para nada” (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 18 junho, 2018

O deputado António Costa da Silva, eleito pelo círculo de Évora do PSD à Assembleia da República, no seu comentário desta segunda-feira, dia 18 de junho, falou do relatório da OCDE sobre a pobreza em Portugal e terminou a sua revista de imprensa a comentar o acordo do governo com a Concertação Social assinado hoje.

Sobre o relatório da OCDE, que diz que uma família portuguesa de fracos recursos socioeconómicos pode demorar 125 anos até que os descendentes consigam alcançar um salário médio, António Costa da Silva salienta “não é nada surpreendente”, uma vez que “tem havido um agravamento entre aqueles que ganham mais e aqueles que são mais frágeis”.

Ao mesmo tempo, este relatório “comprova que Portugal tem um índice de pobreza elevadíssimo, que é preciso combater” e “medir as políticas sociais que sejam ajustadas”. Pelo que, o social-democrata acusa o governo de apostar na restituição de rendimentos que “só calha a um grupo social”, o que “não atinge os mais frágeis”. Defendendo que “só há uma solução: que é de facto a economia poder crescer, podermos ter empresas saudáveis, fortes, sobretudo as pequenas e médias-empresas”, que são “aquelas que efetivamente criam riqueza”.

No que diz respeito ao acordo hoje assinado entre o governo com a Concertação Social, sem garantias de apoio à esquerda, o deputado do PSD, salienta que “desde há três anos para cá que deixámos de ter acordos via concertação social”, isto é, “tem sido o governo” e “os partidos que o suportam na Assembleia da República que tem tomado todas as decisões”, ao contrário daquilo que o PSD “sempre defendeu”. Contudo, o deputado afirma que “não acredito que haja grande concertação social”, pois “quando for a hora da verdade o PS penderá sempre para aquilo que é a lógica do PCP, que não quer saber da concertação social para nada” e que “entende que tudo deve ser discutido na Assembleia da República, e nós entendemos que essas matérias não”.

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