"Não existe político ou partido que não erre e o CDS interpretou mal o dossier dos professores" (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 04 julho, 2019

O eurodeputado Nuno Melo, eleito pelo CDS-PP, no seu comentário desta quinta-feira, dia 4 de julho, abordou aos microfones da Rádio Campanário as declarações de Assunção Cristas sobre a posição do CDS em relação aos professores ter sido errada, a eleição de Silva Pereira como Vice-Presidente do Parlamento Europeu e ainda os magistrados que após 2 anos irão ganhar tanto como um General.

Relativamente ás declarações de Assunção Cristas sobre a posição do CDS no caso dos professores, o eurodeputado começa por apontar que os principais fatores que condicionaram a votação do CDS foram “a abstenção, 70% dos eleitores não votaram”, “a maior mobilização da esquerda” e “o dossier dos professores, uma vez que o CDS e o PSD foram penalizados com esse fator”.

Questionado pela RC se se trata de uma tentativa de ganhar votos, Nuno Melo considera que “não existe político ou partido que não erre”, acrescentando que “os partidos não interpretam sempre bem a realidade, não decidem sempre bem e existem decisões que beneficiam os partidos e outras que não”.

A RC procurou saber junto do eurodeputado se o CDS irá adotar uma posição diferente sobre esta matéria, ao que o eurodeputado refere “não faço a mínima ideia, sou eurodeputado neste momento”.

Nuno Melo considera que “existiu um problema de interpretação real do que esteve em discussão”, acrescentando que a vontade do CDS na altura “era que só seria possível se as contas públicas o permitissem”, no entanto “o que passou foi que a direita queria dar benefícios que colocavam em causa das contas publicas”. Nuno Melo refere que “não só isso não era verdade, como agora o primeiro ministro está a dar os mesmo benefícios sem se preocupar com as contas publicas”.  

No que concerne a eleição de Silva Pereira para Vice-Presidente do Parlamento Europeu, Nuno Melo considera que “o resultado não tem que ver com o nome ou a pessoa Silva Pereira”, justificando que “existiu um entendimento entre os 2 maiores partidos (PPE e Socialistas Europeus), logo como os outros candidatos não eram socialistas o Silva Pereira teve mais votos”.

Nuno Melo explica que “o Vice-Presidente substitui o Presidente nas suas falhas, não me parece que resulte daí uma grande influência”, no entanto “é sempre relevante ser um português no cargo”.

Relativamente ás questões dos magistrados, Nuno Melo começa por referir que “parece-me mal a visão casuística de quem trabalha ou para o estado e até no setor privado”, especificando que “quando o governo pensa que pode ‘caçar’ alguns votos acaba por ceder”, e para o eurodeputado “estas medidas não têm em conta muitos outros que se encontram em posição semelhante e que acabam por não ser beneficiados”.

Nuno Melo considera que “devemos todos trabalhar para que os salários sejam mais altos”, referindo mais uma vez que “a caça ao voto transforma o primeiro ministro num espertalhão”.

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