“Não há apoio, nem deixa de haver apoio ao governo”, por parte do PCP, diz João Oliveira (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 02 maio, 2018

O deputado João Oliveira, eleito pelo círculo de Évora da CDU à Assembleia da República, no seu comentário desta quarta-feira, 02 de maio, começou por falar sobre o relatório da Proteção Civil, aos fogos de Pedrógão, para depois abordar a possibilidade de subida do salário mínimo, os seis dias de greve previstos na saúde e ainda o processo do ex-ministro Manuel Pinho, suspeito de corrupção passiva.

Relativamente ao relatório da auditoria interna da Autoridade Nacional de Proteção Civil aos trabalhos do combate ao fogo de Pedrógão Grande, em 2017, que indica que houve documentos apagados ou destruídos, João Oliveira considera “grave que tenha acontecido e ainda mais grave que possa acontecer”, e espera que sejam encontrado os culpados sobre este ato.

Comentando a exigência de que o salário mínimo seja aumentado para 650€ já em 2019, o comunista João Oliveira acredita que a proposta da CGTP “é um passo mais consistente com uma opção de valorização do trabalho dos trabalhadores de aumento geral dos salários, que não se faz apenas pelo salário mínimo nacional”. Acrescentando que os portugueses percebem que “é mais do que justo o aumento do salário mínimo”, “considerando que mesmo aumentando para esse valor [650€], continuaríamos a ter um salário mínimo dos mais baixos da Europa”. Além disso, considera que se a economia está a crescer e “se os salários não aumentarem, naturalmente que a riqueza é distribuída de forma mais injusta, porque fica menos para os trabalhadores”.

Por outro lado, João Oliveira considera que “é simultaneamente preocupante que a dívida aumente em termos absolutos, mas também que ela aumente como tem aumentado do ponto de vista da exigência anual dos juros da dívida” nacional. Sendo “em 2018, um valor que se aproximará dos 7 mil milhões de euros”, o deputado do PCP questiona sobre “o que é o país podia fazer” com esse dinheiro?

Já sobre as possíveis consequências das greves na área da Saúde, nomeadamente o atraso de consultas e cirurgias, João Oliveira diz esperar que “o mês de maio fique conhecido pelas greves que estavam marcadas e que não se realizaram, porque, entretanto, o governo deu resposta às preocupações dos trabalhadores”, evidenciando as questões das condições dos serviços e dos problemas nos acessos às carreiras ou no descongelamento de carreiras.

Uma questão que levou João Oliveira a salientar que “não há apoio, nem deixa de haver apoio ao governo”, por parte do PCP, frisando que “aquilo que não há, de certeza, é cheques em branco e o PCP não apoio o governo em tudo o que o governo faz”.

Por fim, sobre a ida de Manuel Pinho à comissão parlamentar, sabendo-se que o ex-ministro só vai quebrar o silêncio se antes for ouvido pelos procuradores do Ministério Público, o deputado comunista diz que “parece-me que é um direito que lhe assiste, ser primeiro ouvido no processo crime e apenas depois prestar declarações à Assembleia da República”. Contudo, João Oliveira salienta que os processos de privatizações “conduziram à promoção da corrupção e do tráfico de influências e todo esse conjunto de questões”, lembrando o exemplo “da situação do ministro Ferreira do Amaral, que depois de ter atribuído a concessão da ponte à Lusoponte, foi depois para administrador da Lusoponte”.

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