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"Não podemos ter uma boa escola sem professores motivados" (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 21 maio, 2019

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, dia 21 de maio, abordou aos microfones da Rádio Campanário os mais recentes resultados das sondagens para as eleições europeias, falou sobre as questões do voto eletrónico e do voto antecipado e falou ainda sobre o anúncio do pagamento de horas extraordinárias a professores por forma a colmatar as faltar de docentes em algumas escolas do país.

Para Carlos Zorrinho, os resultados das sondagens “são o retrato daquilo que acontece em determinado momento”, no entanto “as eleições só se concretizam com a colocação do voto nas urnas”. O eurodeputado não deixa de considerar positivo que “já tenham votado cerca de 20000 portugueses” em voto antecipado. Carlos Zorrinho considera da máxima importância que “no próximo domingo o maior número de pessoas possa prestar a sua homenagem ao sistema democrático”.

O eurodeputado considera que “a campanha tem vindo a animar”, referindo que “é muito complexo fazer a separação entre uma campanha europeia e uma campanha nacional”. Carlos Zorrinho refere que na sua opinião “quem tem apresentado propostas europeias para o país”, parece “estar a ter mais recetividade junto da população”, contrariamente “àqueles que se tem limitado a criticar”.  O eurodeputado considera que esta situação “demonstra a maturidade dos portugueses”.

Relativamente ao sistema do voto antecipado, Carlos Zorrinho considera que “não existiram falhar, talvez tenha existido mesas a menos para o número de pessoas que apareceu”. O eurodeputado não deixa de referir que estamos perante “um projeto piloto” com ponto a melhorar e situações a corrigir no futuro, no entanto o balanço final “é bastante positivo”.

Quanto ao anúncio que o ministério irá pagar as horas extras aos professores, Carlos Zorrinho refere que “penso tratar-se de uma situação pontual”, relembrando “toda a situação que se passou com a classe e que pode ter gerado alguma desmotivação da mesma”. O eurodeputado acrescenta que “perante uma situação de emergência no final do ano letivo, foi necessário encontrar esta solução”.

Carlos Zorrinho afirma que “a solução tem de ser estrutural”, dando como exemplo “processos mais efetivos de colocações”. A descentralização das escolas com o assumir de responsabilidades por parte das autarquias “pode contribuir para a solução de termos uma boa escola”.

O eurodeputado considera que “não existe uma boa escola sem professores motivados”, reafirmando que o pagamento de horas extras ao invés de novas contratações de professores “será uma situação pontual de emergência”.