“Não quero retirar a ninguém a possibilidade de autodeterminar aquilo que deseja para a sua vida”, diz Carlos Zorrinho (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 29 maio, 2018

O eurodeputado Carlos Zorrinho, eleito pelo PS, no seu comentário desta terça-feira, dia 22 de maio, começou por falar da discussão de hoje no Parlamento, sobre a despenalização da Eutanásia, fazendo depois um balanço sobre o Congresso do PS e terminou a sua revista de imprensa comentando o aumento de do preço dos combustíveis em Portugal.

No que diz respeito à despenalização da Eutanásia, em discussão hoje na Assembleia da República, Carlos Zorrinho refere que “se há um tema que apela à consciência individual, é de facto este tema, que lida com a vida e com a morte”. Por isso, considera “completamente legítimo, que os deputados, representantes do país, votem e expressem a sua opinião”, assim como “também é absolutamente legítimo que o Presidente da República avalie as circunstâncias em que essa opinião é expressa”.

Ao mesmo tempo, o eurodeputado socialista salienta que “o facto de nós criarmos um quadro, não obrigamos ninguém a usar esse quadro legal, nem os médicos, neste caso”, pelo que “neste caso, para a prática da morte assistida, não força ninguém a ter que a fazer, nem a ajudar nem a praticá-la”.

No que diz respeito ao seu posicionamento, Carlos Zorrinho diz que caso fosse deputado da assembleia “provavelmente votaria a favor”, referindo que “por razões e convicções filosóficas, não praticaria em mim próprio”, contudo “respeito que os outros o possam querer fazer”, uma vez que “acho que é a liberdade que as pessoas têm sobre o seu próprio corpo, sobre as suas próprias decisões, em consciência”.

O socialista sublinha ainda como outro motivo para apoiar a despenalização, o facto de os decretos de lei, em particular o do PS, terem “bem salvaguardado os pareceres das comissões médicas, a opinião médica, a pessoa tem que estar em perfeita consciência, há uma comissão de avaliação”, tudo o que garanta que “as pessoas possam tomar uma decisão absolutamente consciente”. Destacando que “não quero retirar a ninguém a possibilidade de autodeterminar, em determinadas circunstâncias, aquilo que deseja para a sua vida”.

No que diz respeito às queixas das seguradoras, que não terão sido ouvidas para a elaboração dos projetos em apreciação, Carlos Zorrinho refere que “é importante que se discuta esta questão sem drama, mas também não deve haver uma pressão para ser para amanhã” a aplicação da lei.

Fazendo o balanço do último congresso do Partido Socialista, o eurodeputado diz que “foi muito positivo”, por um lado porque “ficou claro que há uma visão política para a governação nos próximos anos, que é sólida, que une o partido, que é aberta à sociedade civil, que será aberta a outros partidos que queiram trabalhar connosco, independentemente de termos ou não maioria absoluta”. Por outro lado, por constatar que “o PS tem agora uma outra geração, de sete, oito, mulheres e homens mais novos cheios de genica, cheio de ideias, cheios de vontade”.

Sobre o preço dos combustíveis, Carlos Zorrinho considera que “tudo isto começa com uma decisão completamente alucinada de Donald Trump, que corta o acordo com o Irão” e “cria uma instabilidade global enorme e isso faz com que o preço dos combustíveis fósseis tenha subido”. O socialista considera que este aumento não se prende com a carga fiscal, afirmando que “se esta questão for conjuntural, de certeza absoluta que passará, se for estrutural, o governo avaliará certamente a forma como se formam os preços dos combustíveis”.

 

 

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