15 novembro, 2018
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Nesta fase “ficamos todos a ganhar” com a desistência da Galp do furo de petróleo na Costa Alentejana (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 30 outubro, 2018

Sobre a desistência do consórcio da Galp e da ENI da prospeção de petróleo ao largo da costa de Aljezur, refere que “é evidente que só depois de feita a prospeção é que se poderia fazer uma avaliação absoluta”, contudo “à partida, o não fazer prospeção, obviamente que se anula o risco” que existe e “um dano ambiental”.

Ainda assim, “sendo a Galp a tomar a decisão de não fazer essa prospeção eu acho que à partida e nesta fase, não corremos riscos e ficamos todos a ganhar”. Sendo que, por outro lado, “também é muito importante e eu dou muita importância ao sentimento dos autarcas das populações daquela zona da Costa Alentejana, que de facto preferem manter a paisagem incólume, do que poderem ter ou explorar um recurso, que também era um recurso importante, e que no futuro poderá sempre ser ponderado”, afirma.

Já no que diz respeito às declarações e intenções do Ministro do Ambiente em não licenciar novas explorações, o eurodeputado socialista diz que “é um bom sinal”, uma vez que “se a própria Secretaria de Estado se passou a chamar de Transição Energética, as palavras têm que fazer a diferença”, pelo que “o que nós pretendemos – embora às vezes com alguns retrocessos, como recentemente no Brasil – é que o Acordo de Paris se cumpra” e ao mesmo tempo “que o mundo evolua o mais rapidamente possível para energias renováveis, energias que não geram emissões que não provocam o Aquecimento Global e que não é o caso dos combustíveis fósseis”, explica.

Ao debruçar-se sobre as eleições brasileiras, Carlos Zorrinho, que é Vice-presidente da Delegação do Parlamento Europeu para as relações com a República Federativa do Brasil, começou por referir a “visão pragmática”, a cerca das relações diplomáticas fortes existentes entre Portugal e Brasil, a vários níveis. Pelo que “nós temos todo o interesse em ter as melhores relações com o Brasil”.

Contudo, “todos nós, portugueses, todos aqueles que são democratas, estão preocupados obviamente em garantir ou pelo menos em colaborar, em supervisionar, em aconselhar que a Democracia, que os Direitos Humanos, que o respeito pelo outro, que a tolerância, prevaleçam nessa grande nação irmã, que é a nação brasileira”.

Já no prisma europeu, Carlos Zorrinho explica que “a União Europeia relaciona-se com todo o mundo, mas relaciona-se com condições”. “Nós relacionamo-nos mais facilmente com democracias do com os totalitarismos, agora o meu desejo é que a democracia Brasileira não evolua para um totalitarismo”.

No espaço europeu, também Angela Merkel decidiu pôr fim ao seu percurso político, depois das eleições regionais alemãs, onde a União Democrata-Cristã (CDU), obteve o pior resultado de sempre. “Isto mostra bem como a política (…) muda muito rapidamente”, refere Carlos Zorrinho. Pois “ainda há três, quadro anos, eu e acho que muitos de nós, de uma forma muita convicta, tínhamos uma ideia de que a Sr. Merkel era um enorme fator de perturbação na União Europeia, com a sua visão do défice zero, do superavit excessivo da Alemanha”, mas “mostrou que é uma mulher tolerante, e está a perder votos também por isso”, o que “demonstra o estado daquilo também que temos que mudar na Europa”.

Por fim, no que diz à medida do Programa Regressar, que está a levantar várias questões sobre a elegibilidade dos emigrantes ou à constitucionalidade da medida, o eurodeputado remeteu a questão para a discussão do Orçamento no Parlamento. Ainda assim, realça que “o principio geral é que é fundamental”, isto é “a ideia de que Portugal tem consciência de que, devido a uma política completamente errada – recordo que Passos Coelho chegou a aconselhar os jovens a emigrarem – onde nós perdemos muitos talentos, perdemos muitas pessoas com capacidade de gerarem valor em Portugal (…) portanto o princípio de Portugal passar a ser não um exportador de talento, não um exportador de sonhos, um exportador de gente que quer fazer coisas, mas antes um sítio onde as pessoas podem regressar, é um excelente princípio”.

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