“Nunca excluímos a possibilidade de integrar o Governo” (c/som)

Publicado em Revista de Imprensa 11 setembro, 2019

O deputado João Oliveira, eleito pelo círculo de Évora da CDU à Assembleia da República, no seu comentário desta quarta-feira, 11 de setembro, abordou os resultados das sondagens às eleições legislativas, e a possibilidade de nestas o Partido Socialista (PS) conquistar a maioria absoluta, assim como as possíveis consequências para Portugal da atribuição da pasta de Coesão e Reformas da Comissão Europeia, à comissária Elisa Ferreira

As sondagens recentemente conhecidas para a eleição de deputados para a Assembleia da República, colocam o PS muito próximo de uma maioria absoluta, sendo que a CDU surge com 6,9 pontos percentuais.

João Oliveira aponta que “a verdadeira sondagem que conta é a contagem dos votos nas urnas”, sendo que já em anos anteriores a CDU tinha resultados semelhantes por esta altura, acabando por ter 8,5. “Mantém-se esse hábito de sondagens que são feitas por baixo, com um resultado que depois ultrapassa em muito”, declara.

No que concerne aos resultados do PS afirma que o partido “vai-se arriscando a ter de facto uma maioria absoluta”, havendo uma “separação cada vez maior entre o PS e o PSD”, sendo que o primeiro tem vindo a crescer e o segundo a diminuir os pontos.

O deputado comunista avança que, no seu contacto com as pessoas, “o elemento mais constante em todas as conversas é o de que ninguém quer uma maioria absoluta”, uma vez que “estão escaldados com maiorias absolutas que tiverem quer do PSD quer do PS”.

“Maiorias absolutas significam o poder absoluto, e normalmente significam retrocessos de direitos e de condições”, aponta, defendendo que para evitar isso, as pessoas devem fazer escolhas eleitorais.

Questionado sobre haver 18 candidatos a 3 lugares, considera “que haver muitos partidos a participar nas eleições não é negativo”, dando “opções partidárias alargadas” às pessoas.

O deputado aponta “dúvidas” de que as candidaturas sejam “efetivamente de pessoas que conhecem o distrito” e que têm soluções para os seus problemas, uma vez até que “a maior parte são pessoas que não têm ligação ao distrito”.

“Historicamente” apenas o PS, a CDU e o PSD, conseguem “ter força suficiente” para eleger deputados. João Oliveira convida a uma reflexão “do trabalho feito por cada um dos deputados” eleitos há 4 anos, e defende que “é a concentração de votos na CDU que melhor pode evitar” maiorias absolutas para o PS.

Sobre resultados do acordo entre a CDU e o PS neste Governo, afirma que “se a vida das pessoas está melhor, o balanço que fazemos é naturalmente positivo”, tendo sido alcançados objetivos como reformas para os trabalhadores das pedreiras equiparadas aos trabalhadores das minas. Mas quando questionado do por quê de não haver intenção em que se repita, declara - “da nossa parte não há qualquer tipo de relutância em admitir qualquer tipo de solução política”.

O deputado aponta que a questão colocada “é saber que política é que vamos ter executada”, sendo que “para não se andar para trás, a melhor garantia que podemos ter é o reforço da CDU”, defende.

Questionado sobre a disponibilidade da CDU para integrar o Governo, declara que esta existe, “se houver um Governo disposto a fazer a política que o país precisa […] com uma política que seja verdadeiramente alternativa e de esquerda”.

Na presente campanha às legislativas europeias foram gastos 8,1 milhões, cerca de menos 700 mil que na campanha anterior. João Oliveira aponta que a CDU faz campanha “só com os meios que os militantes recolhem”. “Não fazemos campanha de luxo, nem temos brindes para dar às pessoas, o que temos para dar são as nossas propostas e trabalho”, declara, acrescentando que “se há quem tente comprar votos com brindes, não é a CDU”.

No seu comentário semanal, João Oliveira abordou também a atribuição da pasta de Coesão e Reformas à comissária Elisa Ferreira, defendendo que “mais importante do que a pessoa que exerce aquelas funções, é saber o que significa para Portugal”. Relembra que quando Durão Barroso foi presidente da Comissão Europeia “os resultados para Portugal foram desgraçados”, nomeadamente com a Troika, sendo que agora “importa assim saber exatamente o que vai ser feito”, uma vez que a atuação da comissária “depende da orientação da União Europeia”.

Para concluir, e questionado sobre informações durante a campanha às eleições europeias de que Pedro Marques estaria a candidatar se a um lugar de comissário, que não se veio a verificar, o deputado afirma que “há de facto um conjunto de enganos com que as eleições europeias foram feitas, que começam a ficar mais evidentes”, reforçando a necessidade de as pessoas terem uma maior atenção nas suas escolhas. “Mas quem fez o anúncio tem que ser responsabilizado por isso e penso que o Partido Socialista tem muitas explicações a dar”, conclui.

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